fevereiro 17, 2026
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17/02/2026

Trabalhadores resgatados de comunidade terapêutica em condições análogas à escravidão

Trabalhadores resgatados de comunidade terapêutica em condições análogas à escravidão

Um grupo de sete trabalhadores foi resgatado de uma comunidade terapêutica em Cosmos, Zona Oeste do Rio de Janeiro, em situação de trabalho análogo à escravidão. A comunidade terapêutica, que oferece atendimento a dependentes químicos, era administrada por um pastor vinculado à Igreja Evangélica Alcance Vitória. O pastor intermediava o serviço prestado pelos trabalhadores a mercados locais e retinha integralmente o pagamento. O Ministério Público do Trabalho no Rio determinou uma indenização de R$10 mil para cada trabalhador.

O resgate, realizado em agosto, envolveu o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) e a Polícia Federal. A intervenção ocorreu após denúncia de intermediação de mão de obra de internos. Durante a operação e depoimentos subsequentes, ficou evidente que o pastor responsável intermediava os serviços dos trabalhadores para mercados locais, apropriando-se de todo o pagamento.

A comunidade terapêutica e quatro mercados assinaram termos de ajustamento de conduta (TACs) perante o MPT-RJ, reconhecendo o vínculo empregatício e concordando com o pagamento de todas as verbas trabalhistas, rescisórias e seguro-desemprego. O não cumprimento acarreta multa de R$10 mil. Além disso, a comunidade terapêutica deve indenizar cada trabalhador por dano moral individual no valor de R$10 mil, a ser pago em 20 parcelas de R$500.

Todos os trabalhadores resgatados estão recebendo assistência da equipe do Projeto Ação Integrada (ProjAi) e foram encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde para Centros de Atenção Psicossocial para álcool e outras drogas (CAPS AD).

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