março 8, 2026
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08/03/2026

Violência contra a mulher no Brasil cresce 34% em 2025, aponta OAB Niterói

Nos últimos dias, o Dia Internacional da Mulher foi marcado por manifestações de homenagem, mensagens nas redes sociais e campanhas de reconhecimento. No entanto, é fundamental reforçar que a data não deve esconder a persistente e alarmante crescente incidência de violência contra a mulher no Brasil.

Dados recentes indicam que, em 2025, foram registradas 6.904 vítimas de feminicídio, incluindo casos consumados e tentativas, um aumento de 34% em relação ao ano anterior, quando o número foi de 5.150. Desse total, 2.149 foram assassinatos e 4.755 tentativas, o que aponta uma média de quase seis mulheres mortas por dia no país.

Essas estatísticas refletem vidas interrompidas, famílias afetadas e histórias de sonhos e projetos inviabilizados. Considerar esses números apenas como números é diminuir a gravidade da situação. Por trás deles, há pessoas com vidas, relações e expectativas.

Embora celebrar conquistas e reconhecer avanços seja importante, o 8 de março também deve ser um momento de reflexão e ação coletiva contra todas as formas de violência de gênero. Mulheres continuam sendo vítimas de agressões físicas, psicológicas e morais, além de feminicídios, o que revela a necessidade de um compromisso mais firme com a segurança feminina.

O Brasil dispõe de legislação avançada, como a Lei Maria da Penha, que define medidas protetivas contra a violência doméstica, e a Lei do Feminicídio, que criminaliza o assassinato de mulheres por motivo de gênero. Ainda assim, a efetivação dessas leis depende de aplicação real, de uma estrutura adequada em delegacias especializadas, de processos ágeis e de atendimento humanizado às vítimas.

Não se pode tratar a violência como um problema privado ou desencorajar as vítimas a denunciarem, por medo ou dependência. Cada agressão negligenciada reforça uma escalada de violência, podendo resultar em casos ainda mais graves.

De grande relevância também é o papel das instituições de apoio, como o Judiciário, o Ministério Público, as forças de segurança e a Defensoria Pública, que precisam atuar de forma integrada e efetiva. É imprescindível que haja políticas públicas de longo prazo, campanhas educativas e ações concretas de prevenção.

O Dia Internacional da Mulher deve ser mais do que uma data de caráter simbólico ou comercial. Ele representa uma história de luta por igualdade, dignidade e respeito. Essa luta continua e exige compromissos concretos para a promoção da segurança, autonomia e protagonismo feminino.

A Ordem dos Advogados do Brasil em Niterói reafirma seu compromisso de defender os direitos das mulheres, promover debates e acompanhar a implementação de políticas públicas eficazes. O objetivo é garantir que a Justiça esteja acessível e que as mulheres possam viver livres de violência.


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