Sete policiais militares foram detidos nesta quarta-feira (11) durante uma operação conduzida pela Polícia Federal, que investiga a participação de agentes de segurança em atividades relacionadas ao crime organizado no Rio de Janeiro. A ação, ligada à terceira fase da Operação Anomalia, visa um grupo suspeito de usar cargos públicos para facilitar operações de facções criminosas.
Segundo apurações, esses policiais são suspeitos de colaborar com organizações vinculadas ao tráfico de drogas e às milícias, oferecendo suporte logístico, proteção e outros tipos de auxílio às atividades ilegais. Para tanto, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva, além de sete ordens de busca e apreensão, em diferentes bairros do Rio de Janeiro, como Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz, além de municípios da Baixada Fluminense, incluindo Nova Iguaçu e Nilópolis.
As determinações judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, que também ordenou a suspensão imediata dos envolvidos de suas funções públicas. Autorizações para a quebra do sigilo de dados de dispositivos eletrônicos apreendidos durante a operação visam ampliar as linhas de investigação.
De acordo com a Polícia Federal, as evidências coletadas apontam que os policiais utilizavam sua posição e prerrogativas para beneficiar organizações criminosas, atuando na estrutura logística do crime, oferecendo proteção a marginais e colaborando na ocultação de bens ilegais. A operação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, responsável por acompanhar casos envolvendo agentes da corporação.
A ação faz parte das ações da força-tarefa conhecida como Missão Redentor II, criada para reforçar o uso de inteligência policial no combate à infiltração do crime organizado nas instituições públicas.
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