Construir uma casa de 100 metros quadrados no Brasil, em março de 2026, requer um investimento estimado entre R$ 270 mil e R$ 410 mil, variando conforme região, padrão de acabamento e mão de obra contratada. Esse valor cobre apenas os custos de execução da obra, excluindo o terreno, projetos arquitetônicos e taxas municipais, que podem acrescentar dezenas de milhares de reais ao orçamento total.
O principal indicador de custos é o Custo Unitário Básico (CUB), calculado mensalmente pelos sindicatos da construção civil de cada estado. Em fevereiro de 2026, não há um CUB médio nacional oficial, pois o índice é regional. Valores estaduais variam de aproximadamente R$ 1.800 no Nordeste a mais de R$ 3.000 em estados do Sul. Além disso, o índice do IBGE, o SINAPI, registrou R$ 1.920,74 por metro quadrado em janeiro de 2026, com variações regionais e uma alta de 6,71% em doze meses.
Regiões diferentes apresentam custos bastante distintos, especialmente na mão de obra. Estados como Santa Catarina, por exemplo, exibiram médias próximas a R$ 3.020 por metro quadrado em março, enquanto no Nordeste os valores tendem a ser menores devido a custos logísticos e encargos trabalhistas mais baixos. Os custos indiretos, que incluem despesas administrativas e uso de equipamentos, representam cerca de 5% do investimento total.
O padrão de acabamento influencia significativamente o orçamento final. Materiais de alta qualidade, como porcelanatos de grande formato ou sistemas de automação residencial e carregadores de veículos elétricos, podem elevar o custo em até 30%, dependendo do nível de acabamento escolhido. Para uma casa de 100 m², isso implica variação de preços de R$ 1.600 a mais de R$ 4.500 por metro quadrado. Tais escolhas, embora mais caras inicialmente, podem valorizar o imóvel no futuro.
Custos adicionais muitas vezes surpreendem aqueles que planejam a construção. Despesas periféricas, como terraplanagem, projetos complementares, licenças, muros, calçadas e ligações de energia e água, podem acrescentar até R$ 50 mil ao orçamento de uma residência de 100 m². Para evitar imprevistos, recomenda-se reservar pelo menos 15% do valor estimado, como fundo de contingência.
A mudança na legislação tributária em 2026, com a implementação do novo sistema de impostos (CBS e IBS), deve impactar os custos de construção. Os efeitos esperados incluem possíveis aumentos de até 20% nos custos de serviços e mão de obra, enquanto o valor de insumos pode diminuir cerca de 4%. O segmento de alto padrão tende a absorver melhor essas mudanças, devido à possibilidade de aproveitar créditos fiscais.
Para reduzir gastos sem comprometer a qualidade, é importante planejar soluções que otimizem recursos. Reduções nos recortes arquitetônicos, centralização de instalações como cozinha e banheiros, além de compras antecipadas de materiais em maior volume, podem gerar economia significativa. Algumas estratégias eficientes incluem a adoção de alvenaria estrutural e a simplificação de projetos.
A decisão entre construir ou adquirir um imóvel pronto continua em debate. Em muitas regiões, construir pode representar uma economia de 30% a 50% em relação ao valor de mercado de imóveis novos. Entretanto, adquirir uma residência pronta oferece conveniência e rapidez na mudança. A escolha deve levar em conta todos os custos, incluindo terrenos, taxas, projetos e o tempo dedicado ao processo.
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