abril 23, 2026
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23/04/2026

Investigações de estupro coletivo de menor na zona norte de São Paulo continuam

A Polícia Civil de São Paulo investiga um caso de abuso sexual coletivo envolvendo um estudante de 12 anos em uma escola estadual na zona norte da capital. A denúncia aponta que o crime ocorreu dentro de um banheiro da unidade, envolvendo quatro alunos, que também ameaçaram a vítima para que não revelasse o ocorrido.

O incidente foi registrado em 27 de fevereiro como um ato infracional por estupro de vulnerável. Segundo o boletim de ocorrência, a mãe do garoto buscou a polícia após perceber mudanças comportamentais no filho ao retornarem da escola. Questionado pelo irmão mais velho, o estudante revelou que foi retirado do banheiro por um colega de sala, após notar comportamentos suspeitos entre estudantes no local.

Posteriormente, a mãe procurou a direção escolar no dia 2 de março. Na ocasião, dois responsáveis pelos jovens suspeitos foram chamados e uma das ameaças feitas a vítima foi relatada, na qual um dos adolescentes sugeriu que ele “pensasse bem” sobre o que contaria, além de afirmar que poderia agredi-lo na saída da escola caso persistisse na denúncia.

O caso foi registrado no 46º Distrito Policial, em Perus, e encaminhado ao 74º Distrito Policial, responsável pela área da escola. Nesta terça-feira (10), o adolescente suspeito e sua mãe prestaram depoimento, assim como os responsáveis pelos demais envolvidos, conforme informações do delegado responsável. A Secretaria da Segurança Pública confirmou que detalhes do caso permanecem sob sigilo devido à idade dos menores.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que equipes do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP), incluindo um psicólogo, estiveram na escola para acompanhar a situação e oferecer orientações à equipe escolar. A mãe do estudante relatou que, após o ocorrido, a escola ofereceu acompanhamento psicológico, mas o menino não consegue frequentar o local atualmente, devido ao impacto emocional. Ela afirmou que a família está aguardando uma vaga no Sistema Único de Saúde para garantir o suporte necessário.


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