A Prefeitura de Maricá lançou um programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade, regulamentado pela Lei nº 3.701. A iniciativa visa aprimorar a formação de profissionais destinados à rede municipal de saúde, oferecendo bolsas de estudo e pesquisa, além de gratificações para preceptores, docentes e coordenadores envolvidos na formação.
O foco do programa é desenvolver especialistas em Atenção Primária, fortalecendo o acesso aos serviços de saúde e consolidando a atuação das equipes das Unidades de Saúde da Família, que representam a principal porta de entrada do sistema de atenção à saúde no município. Durante o período de residência, os médicos atuarão diretamente em áreas territoriais, realizando atividades assistenciais e participando de ações educativas voltadas à promoção da saúde e prevenção de doenças. Essas atividades combinam prática nas unidades de saúde com formação teórica, conforme as normas da residência médica e as demandas do sistema público.
A legislação garante direitos como descanso semanal, férias remuneradas e licença-maternidade aos residentes, além de oferecer acompanhamento pedagógico e técnico durante toda a formação. Segundo o secretário de Saúde, Marcelo Velho, a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da atenção primária na cidade. Ele afirmou que o programa pretende formar profissionais locais, alinhados às particularidades do território e ao modelo de cuidado que vem sendo consolidado nas unidades de saúde.
A seleção dos candidatos será realizada por meio de um processo seletivo público, destinado a médicos com diploma reconhecido e registro ativo. Os selecionados ingressarão em um programa de formação estruturado, supervisionado por preceptores e docentes vinculados à rede de saúde municipal. A administração das bolsas e a coordenação das atividades pedagógicas estarão sob responsabilidade da Secretaria de Saúde e da Comissão de Residência Médica de Maricá.
A implementação do programa demonstra o compromisso da administração municipal com a qualificação dos profissionais da área e com o fortalecimento da atenção primária, ampliando a capacidade de atendimento da rede pública e promovendo cuidados mais acessíveis, contínuos e integrados à comunidade.
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