A chegada do 5G às redes móveis brasileiras trouxe avanços significativos em velocidade de conexão, mas também requereu adaptações na utilização de antenas parabólicas convencionais. Para manter o sinal de TV digital sem custos adicionais, é importante entender os procedimentos de obtenção de suporte gratuito oferecidos pelo governo.
O 5G constitui a quinta geração de tecnologia móvel, capaz de proporcionar alta velocidade e baixa latência em aparelhos compatíveis. Equipamentos antigos, que operam em redes 3G ou 4G, continuam funcionando nessas tecnologias antigas, porém não conseguem acessar as frequências específicas do novo padrão. A implementação do 5G utiliza principalmente a banda de 3,5 GHz, próxima às frequências tradicionais das antenas parabólicas da banda C, o que pode causar interferências na transmissão de TV. Como solução, a migração para a banda Ku tornou-se uma exigência no Brasil, assegurando maior compatibilidade com a infraestrutura existente.
A legislação garante a substituição gratuita de antenas parabólicas antigas para famílias de baixa renda, com o objetivo de evitar a perda de acesso ao sinal de televisão aberta. O gerenciamento das solicitações é realizado pela entidade Siga Antenado, responsável por fazer as instalações necessárias em residências de todo o país. Os interessados devem atender a alguns requisitos: estar inscrito em programa social do governo, possuir uma antena convencional em funcionamento, fazer agendamento pelos canais oficiais da EAF e fornecer informações atualizadas de CPF para validação. A recomendação é que os moradores acessem materiais explicativos, como vídeos tutoriais, que orientam todo o procedimento de solicitação e instalação do kit digital gratuito.
Após a solicitação, o cidadão deve verificar, junto à central de atendimento, se sua região já está habilitada para a transição técnica. Confirmada a elegibilidade, será agendada uma visita para retirada do equipamento antigo e instalação do novo kit. O processo visa assegurar que a transmissão continue com alta qualidade, evitando ruídos e perdas de sinal, além de garantir a compatibilidade com a nova infraestrutura tecnológica.
A mudança de frequências para o padrão Ku resolve a interferência causada pelas ondas do 5G nas antenas parabólicas de grandes dimensões, que anteriormente recebiam sinais por frequências que agora são utilizadas pelas operadoras de telefonia móvel. Essa migração é crucial para garantir a coexistência dos serviços de internet de alta velocidade e TV aberta, proporcionando uma experiência mais estável ao consumidor.
No entanto, dispositivos móveis mais antigos não são capazes de suportar as ondas de rádio do 5G por limitações de hardware. Assim, a evolução para aparelhos compatíveis se dá de forma paulatina, à medida que as redes de telefonia e os equipamentos compatíveis são ampliados pelo país.
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