A sexta-feira 13 de março de 2026 marcará a segunda vez consecutiva que essa data ocorre em um mesmo ano, uma coincidência rara no calendário gregoriano. Este fenômeno, que destaca meses consecutivos começando em domingo — fevereiro e março — e resultam em duas sextas-feiras 13, é altamente incomum e só se repetirá em 2037. Ainda há possibilidade de uma terceira ocorrência no ano, em novembro, completando o máximo de vezes que a data pode aparecer num ciclo de 12 meses.
Apesar de sua fama popular, não há evidências científicas que indiquem aumento na incidência de acidentes ou fatos importantes nesta data. A má fama da sexta-feira 13 tem raízes culturais profundas, muitas delas ligadas ao cristianismo, onde remete ao episódio da Última Ceia, com 13 pessoas presentes antes da crucificação de Jesus, que aconteceu numa sexta-feira. Outro marco histórico atribuído à superstição envolve a ordem do rei Filipe IV da França em 1307, para capturar e julgar os Cavaleiros Templários.
Na mitologia nórdica, a aversão ao número 13 está relacionada ao mito do “13º convidado”. Segundo a tradição, Loki, o deus das trapaceiras, teria aparecido sem convite em um banquete de 12 deuses, provocando a morte de Balder, a divindade da luz. Para muitas culturas, o 12 simboliza perfeição e completude — como os meses do ano, signos e tribos — enquanto o 13 é visto como uma força que quebra esse equilíbrio.
O medo associado à sexta-feira 13 é reconhecido na medicina, recebendo o nome clínico de trezidavomartiofobia, segundo a Associação Americana de Psiquiatria. A cultura popular também reforçou a superstição com a franquia de filmes de terror “Sexta-Feira 13”, protagonizada por Jason Voorhees nos anos 1980. No entanto, algumas correntes de numerologia e esoterismo veem o número 13 como símbolo de renovação e transformação, representando mudanças positivas e afastando a ideia de azar.
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