Na manhã desta segunda-feira, a Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma nova etapa da Operação Rastreio, visando desmantelar uma organização criminosa responsável por fraudes bancárias envolvendo aparelhos celulares roubados ou furtados. A ação ocorreu depois de investigações iniciadas em maio de 2025, que resultaram na prisão de 16 suspeitos e na apreensão de mais de 200 dispositivos móveis.
As investigações revelaram que celulares adquiridos em pontos de venda populares na região da Uruguaiana eram utilizados para acessar contas bancárias das vítimas, realizando transferências fraudulentas. Para tanto, os aparelhos eram alvo de procedimentos de violação que permitiam a invasão de aplicativos financeiros. Os criminosos instruíam-se na transferência de valores para contas abertas com documentação falsificada ou em nomes de pessoas vulneráveis, que atuavam como “laranjas”. Os fundos eram então retirados em espécie, dificultando o rastreio das operações ilegais.
Operando em vários locais, como o Centro do Rio, bairros como Oswaldo Cruz, Penha, Cachambi e Vila Valqueire, além de municípios como São João de Meriti e Belford Roxo, equipes da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial cumprem mandados de busca e apreensão. A iniciativa faz parte de uma estratégia da Polícia Civil para atuar em toda a cadeia criminosa envolvida na receptação e comercialização de celulares roubados ou furtados. Segundo o governador Cláudio Castro, o trabalho de inteligência tem sido fundamental para identificar desde os autores diretos dos crimes até quem lucra com atividades ilícitas relacionadas às fraudes.
A operação é a maior ação estadual de combate a essa rede criminosa, tendo recuperado até o momento mais de 13 mil aparelhos e devolvido cerca de 6 mil aos legítimos proprietários. Ao todo, mais de 850 indivíduos foram presos em diferentes etapas de operações semelhantes. A continuidade das ações visa ao fortalecimento das frentes policiais e à redução de atividades ilegais na região.
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