março 17, 2026
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17/03/2026

Niterói celebra 61% de mulheres beneficiadas no programa Aluguel Universitário em março

Neste mês dedicado às mulheres, Niterói destaca uma estatística significativa: 61% dos indivíduos beneficiados pelo programa Aluguel Universitário são mulheres. O total de beneficiários já alcança 769 jovens, que utilizam o auxílio para reduzir o tempo de deslocamento e dedicar mais atenção aos estudos, ao descanso e à convivência acadêmica.

Entre essas beneficiárias está Ana Carolina Costa, de 22 anos, estudante de Psicologia na Unilasalle. Morando atualmente no Centro, na cidade, ela divide a residência com o namorado, uma mudança possível graças ao benefício. Antes, Ana Carolina enfrentava um trajeto de quase duas horas diárias entre Santa Isabel, em São Gonçalo, e sua faculdade, o que limitava seu tempo de estudo e produtividade. Com o auxílio, ela consegue morar mais próximo da universidade e do trabalho, melhorando sua rotina e seu desempenho acadêmico.

De acordo com o prefeito de Niterói, os dados reforçam o comprometimento da administração com a promoção de equidade e educação. Para ele, o programa contribui para que jovens, especialmente as negras e de baixa renda, tenham condições adequadas para ingressar e permanecer na universidade, formando um investimento no futuro da cidade. A gestão municipal reafirma a intenção de ampliar ações que incentivem a igualdade de oportunidades.

Outra beneficiária é Maria Lima, de 19 anos, atualmente no segundo semestre de Direito na Universidade Federal Fluminense (UFF). Morando em uma república no Centro, ela conta que o programa mudou sua rotina, que antes envolvia sair de Maricá às 15h para chegar às aulas noturnas, enfrentando cansaço e impacto no desempenho. Agora, ela consegue se concentrar melhor, tem uma rotina mais equilibrada e conta com o apoio de colegas participantes do programa.

Atualmente, o programa engloba 1.203 beneficiários ativos, distribuídos entre duas edições. Os números evidenciam sua eficácia na permanência de estudantes que enfrentam maiores dificuldades econômicas. Os dados indicam uma predominância de jovens negros, com 64% entre pardos (456) e pretos (320). Brancos representam 35% do total (422), enquanto outros grupos, como amarelos e indígenas, representam parcelas menores.

Mais da metade dos atendidos (51%) recebe até meio salário mínimo, ou seja, menos de R$ 759 por mês. Outros 23% vivem com valores entre essa faixa e um salário mínimo. O perfil de beneficiários também aponta uma maioria feminina, com 769 mulheres, além de um grupo diversificado que inclui 15 homens trans, 8 mulheres trans, 29 pessoas não-binárias e 12 que optaram por não declarar identidade de gênero.


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