março 18, 2026
março 18, 2026
18/03/2026

Dólar recua para R$ 5,20 e Ibovespa se aproxima de 180 mil pontos com melhora externa

O mercado financeiro brasileiro se recuperou nesta terça-feira, com o dólar comercial registrando sua segunda-feira de queda, encerrando as operações a R$ 5,20. Paralelamente, o índice Ibovespa fechou o dia em alta, atingindo cerca de 180 mil pontos. A melhora no cenário internacional, aliada às expectativas sobre decisões de taxas de juros, contribuiu para essa movimentação.

Apesar das tensões geopolíticas no Oriente Médio, sinais de avanço externo elevaram o otimismo dos investidores e fortaleceram o real frente ao dólar. Essa valorização do real refletiu uma redução do risco percebido no mercado internacional, favorecendo ativos de economias emergentes. O movimento positivo sinaliza uma potencial estabilização após períodos de volatilidade e é influenciado, também, pelas expectativas acerca das próximas reuniões dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos.

O dólar comercial, nesta terça-feira, fechou com uma baixa de aproximadamente 0,57%, cotado a R$ 5,20, após atingir R$ 5,178 durante o dia. Essa foi a segunda rodada consecutiva de queda, acumulando uma redução de 2,19% nos dois dias, embora ainda mantenha uma alta de 1,29% na mediana do mês de março. Entre moedas emergentes, o real mostrou destaque positivo, junto a moedas como o florim húngaro e o shekel israelense. Esse desempenho reflete o aumento no apetite por risco global, mesmo diante das incertezas regionais e da escalada nos preços do petróleo.

Na B3, o principal índice de ações, o Ibovespa, avançou 0,30%, chegando a aproximadamente 180.409 pontos. Contudo, o avanço foi parcialmente contido por preocupações internas, entre elas a possibilidade de uma greve de caminhoneiros pautada pelo aumento do preço do diesel, o que gerou um clima de cautela no mercado local. Entre os ativos destacados, ações de empresas do setor petrolífero tiveram valorização, acompanhando a alta de 3,2% no cotado internacional do Brent, que fechou a US$ 103,42 por barril. Por outro lado, papéis de bancos sofreram quedas, enquanto o fluxo de capital externo manteve-se positivo, impulsionado pela valorização da Petrobras e por intervenções do Tesouro Nacional em títulos públicos.

No cenário de política monetária, a atenção está voltada às próximas decisões dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos. Prevê-se que o Federal Reserve mantenha suas taxas de juros, enquanto o Banco Central do Brasil pode anunciar uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic. Essas medidas têm impacto direto na economia, influenciando custos de empréstimos, inflação e oportunidades de investimentos. A atenção aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio permanece elevada, com declarações do presidente dos EUA sugerindo um possível curto prazo para o conflito. Entretanto, a continuidade do bloqueio no Estreito de Ormuz e o aumento no preço do petróleo, que subiu mais de 40% desde o início do conflito, continuam preocupando o mercado.

Analistas indicam que a volatilidade deve persistir nos próximos períodos, uma vez que as incertezas globais relacionadas à geopolítica, às políticas monetárias e ao preço da energia representam desafios constantes. O cenário exige monitoramento cuidadoso e estratégias de investimento cautelosas para lidar com as oscilações e possíveis impactos na economia nacional e internacional.


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