março 18, 2026
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18/03/2026

Brasil reforça a vigilância e campanhas de vacinação contra sarampo em resposta ao aumento de casos nas Américas

O Brasil está em estado de alerta diante do aumento de casos de sarampo em países das Américas. autoridades sanitárias intensificam ações de vigilância e campanhas de vacinação para prevenir a reintrodução do vírus no território nacional, que recentemente conquistou o certificado de eliminação da doença.

O surto na região tem registrado números ascendentes. No ano passado, foram notificados quase 15 mil casos em 14 países, causando 29 óbitos. Até o início de março deste ano, já foram confirmados mais de 7 mil novos infectados. Essa situação traz preocupação ao Brasil, que, apesar de manter o status de área livre, enfrenta constantemente a ameaça de casos importados, especialmente com o trânsito internacional de pessoas.

Recentemente, uma bebê de seis meses foi diagnosticada com sarampo em São Paulo, após contato com a doença durante uma viagem à Bolívia, país atualmente afetado por surto. Segundo o responsável pelo Programa Nacional de Imunizações, o risco de o Brasil perder seu certificado de eliminação é considerado baixo, pois não há transmissão sustentada dentro das fronteiras. Ainda assim, a manutenção do reconhecimento depende de ações contínuas de vigilância, fiscalização e reforço na vacinação, especialmente nas regiões com baixa cobertura.

A imunização continua sendo o principal instrumento de controle. A vacina, aplicada em duas doses no calendário do Sistema Único de Saúde, tem previsão de aplicação aos 12 e 15 meses, respectivamente. Apesar do avanço na cobertura vacinal, dados indicam que, em 2025, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, enquanto apenas 77,9% completaram o esquema na idade recomendada. Essa lacuna aumenta a vulnerabilidade da população frente ao vírus.

Para prevenir a propagação, as autoridades adotam estratégias de contenção como o bloqueio vacinal. Quando um caso suspeito é identificado, equipes de saúde procedem com investigação rápida, incluindo ações de vacinação preventiva de contatos e busca ativa por outros possíveis casos na região. Crianças de seis meses a um ano com contato ou morando em áreas próximas recebem a dose zero da vacina, que funcionará como uma medida de proteção adicional.

O cenário internacional também representa um desafio. Com a realização da Copa do Mundo em países como Estados Unidos, México e Canadá — que estão passando por surtos de sarampo — há preocupação com a circulação de visitantes, incluindo brasileiros, que podem contribuir para a disseminação do vírus. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária atua na comunicação e reforça a importância da vacinação, especialmente em aeroportos e pontos turísticos com grande fluxo de turistas.

Atualmente, o Brasil dispõe das ferramentas necessárias para evitar uma crise de sarampo semelhante à de outros países. Contudo, a vigilância constante e a manutenção de altas coberturas vacinais permanecem essenciais para proteger a população e evitar o retorno do vírus ao território nacional. As ações de controle continuam na perspectiva de resguardar a saúde pública, acompanhando de perto qualquer irregularidade ou eventual aumento de casos.


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