No último domingo, uma médica foi vítima de disparos fatais durante uma abordagem policial na Zona Norte do Rio de Janeiro, após o veículo que ela conduzia ter sido confundido com um usado por criminosos. Policiais militares envolvidos na ação foram afastados das atividades na semana seguinte, enquanto as investigações continuam.
Conforme informações iniciais, câmeras corporais dos policiais envolvidos estavam descarregadas no momento do incidente, dificultando a apuração detalhada do ocorrido. Testemunhas relataram que houve uma perseguição na Rua Palatinado, em Cascadura, na qual os agentes confundiram o carro da vítima com um veículo de criminosos. A corporação confirmou que há indícios do mau funcionamento do equipamento de registro, ressaltando que, segundo normas internas, os policiais devem retornar às suas unidades ao sinal de falha nos dispositivos.
A médica Andréia Marins Dias, de 61 anos, retornava da casa dos pais idosos quando foi alvejada e atingida por tiros. Ela era ginecologista e cirurgiã geral, atuante nas redes sociais com conteúdo sobre saúde feminina e endometriose, além de compartilhar momentos com a família. A perícia sobre o veículo dela foi conduzida na Delegacia de Homicídios da Capital.
A Secretaria de Segurança Pública informou que os policiais envolvidos foram afastados na última segunda-feira, dia seguinte ao episódio. A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro solicitou ao Corregedor Geral da Polícia Militar detalhes sobre as ações do 9º Batalhão, responsável pela operação.
O caso gerou repercussão na comunidade, especialmente por envolver a morte de uma profissional conhecida na região. O sepultamento de Andréia ocorreu na terça-feira, no Cemitério da Penitência, na Zona Portuária do Rio, encerrando uma rotina de dedicação à saúde e à família. As investigações permanecem em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias do incidente.
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