A musicoterapia tem se destacado como uma estratégia eficiente para fortalecer a saúde cognitiva de pessoas acima de 50 anos, especialmente para aquelas na cidade de Niterói e no Rio de Janeiro. Essa técnica utiliza o potencial do som para estimular memórias profundas e promover o bem-estar emocional, atuando na neuroplasticidade e auxiliando na preservação das funções cerebrais.
Ao ouvir melodias do passado, como clássicos da Bossa Nova ou sucessos da Jovem Guarda, o cérebro consegue reativar memórias esquecidas, graças à forma como a música acessa regiões emocionais do cérebro que permanecem intactas mesmo com o envelhecimento. Este efeito ocorre porque a memória musical é armazenada de maneira distinta da memória factual, criando uma conexão direta com o sistema límbico, responsável pelas emoções. Para o público mais experiente, essa experiência de reviver canções antigas é mais do que nostalgia: é um estímulo biológico que favorece a liberação de neurotransmissores associados ao sentimento de felicidade.
A prática de musicoterapia envolve a utilização intencional de elementos musicais, como ritmo, melodia, harmonia e som, conduzida por profissionais qualificados. Essa abordagem busca facilitar a comunicação, promover o relacionamento interpessoal, estimular a aprendizagem e incentivar a expressão emocional, atendendo às diversas necessidades físicas, cognitivas e sociais dos participantes.
No cotidiano, a audição consciente da música pode melhorar habilidades como atenção, linguagem e raciocínio lógico em adultos e idosos. Em Niterói, grupos especializados utilizam instrumentos e canto para trabalhar percepção rítmica e coordenação motora, contribuindo também para combater o sedentarismo mental de forma lúdica. Diversos estudos indicam que esse tipo de estímulo pode gerar benefícios específicos para o cérebro na faixa etária de 50 anos ou mais.
Reconhecer a trilha sonora que marcou a vida de cada pessoa é um passo inicial para uma terapia de recordação eficaz. No contexto de Niterói, a diversidade cultural brasileira oferece um amplo repertório musical que fortalece a identidade e traz vitalidade emocional. Estilos como MPB com Chico Buarque e Elis Regina, Bossa Nova com Tom Jobim, Jovem Guarda com Roberto Carlos, além de Samba de Raiz e rock das décadas de 70/80, são exemplos de gêneros capazes de gerar conexões neurais positivas e estimular o bem-estar.
A socialização também encontra suporte na música. Participar de atividades como corais ou grupos de audição musical amplia o senso de comunidade, fortalecendo vínculos sociais e promovendo a troca de experiências. Essas práticas ajudam a combater a solidão e a melhorar o humor, além de facilitar momentos de conversa e expressão de sentimentos que muitas vezes ficam guardados. Dessa forma, a música contribui para uma vida social mais ativa e cheia de significado.
Para otimizar os benefícios da musicoterapia, recomenda-se reservar momentos do dia para escuta consciente, sem interrupções, na qual a atenção seja direcionada aos instrumentos e letras das canções. Transformar essa rotina em um ritual de autocuidado, usando fones de alta qualidade para eliminar ruídos externos, potencializa o relaxamento e o foco. Ao se conectar plenamente com a melodia, o cérebro realiza uma espécie de “ginástica rítmica”, ajudando a manter a mente ágil, curiosa e conectada às histórias pessoais no cenário carioca.
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