Nesta quarta-feira, o Brasil realiza uma operação de grande escala voltada ao combate ao crime organizado, coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs). A ação envolve 15 estados simultaneamente, com o objetivo de desmantelar as estruturas financeiras e operacionais de facções criminosas vinculadas ao tráfico de drogas, contrabando de armas, lavagem de dinheiro e atividades violentas.
Ao longo do dia, agentes das diversas forças de segurança cumprem 181 mandados de busca e apreensão e 112 ordens de prisão. A operação resulta de uma estratégia de inteligência prolongada, que cruzou informações de diferentes órgãos policiais para atuar não apenas na captura de lideranças, mas na desorganização completa do sistema que sustenta o crime organizado no país.
As FICCOs, modelo de força-tarefa que une diferentes instituições sob coordenação comum, representam uma abordagem diferenciada frente às operações convencionais, na qual não há hierarquia rígida entre as equipes. Participam policiais civis, militares, penitenciários, além de agentes da Polícia Rodoviária Federal, Guardas Municipais e órgãos de políticas penais, além de secretarias estaduais de segurança pública. Atualmente, 39 unidades de FICCOs atuam em todas as regiões do Brasil, com mais de duas mil operações realizadas até o momento, levando a cerca de 1.500 prisões.
A operação também se diferencia por suas frentes específicas, ajustadas às particularidades locais da criminalidade. No sudeste, por exemplo, a operação Dry Fall combate uma célula do Comando Vermelho em Campinas, São Paulo, com mandados de prisão e bloqueio de até R$ 70 milhões em contas bancárias. Em Vitória, no Espírito Santo, a ação investiga desvios de drogas apreendidas em operações anteriores.
No Nordeste, uma atividade de destaque foi na abordagem de esquemas de lavagem de dinheiro, com bloqueios que totalizam mais de R$ 290 milhões, ligados a empresas de fachada usadas para ocultar lucros do tráfico de drogas, como na operação Ictio no Maranhão. Em Alagoas, uma pizzaria de fachada foi identificada como ponto de lavagem de dinheiro, ilustrando a infiltração do crime no comércio local.
Nas regiões Norte e Sul, ações têm foco na logística ilegal e disputas territoriais entre facções. O Ministério Público do Amazonas realizou operações contra rotas de transporte de drogas no terminal de cargas de Manaus, enquanto no Paraná o combate ao Primeiro Comando da Capital envolveu cinco cidades, incluindo Foz do Iguaçu, devido às tensões entre facções na disputa de territórios.
Até o momento, as operações continuam em andamento, com ações específicas multiplicando os esforços de combate ao crime organizado em várias regiões do país.
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