As obras de revitalização do Jardim de Alah, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro, continuam após decisão judicial favorável ao Consórcio Rio + Verde. Na última quarta-feira, a Justiça do Rio rejeitou o recurso do Ministério Público estadual, que buscava a suspensão dos trabalhos iniciados no parque.
Com a decisão, a concessionária está autorizada a prosseguir com o cronograma de reformas. O Ministério Público questionava a validade das intervenções, sustentando que elas poderiam comprometer a preservação do espaço, que é tombado pelo município desde 2001. Entre as preocupações, destacam-se as estruturas comerciais previstas no projeto, compreendendo lojas, quiosques e restaurantes.
O contrato de concessão, firmado por um período de 35 anos, prevê um investimento de aproximadamente R$ 85 milhões na recuperação do parque, com a exploração comercial da área como contrapartida. A questão central na disputa refere-se à ausência de estudos de impacto ambiental e de vizinhança que justificariam as mudanças, além de preocupações sobre a descaracterização do bem público protegido por tombamento.
A concessionária reafirmou que o andamento das obras seguirá o calendário previsto, sem alterações. A conclusão do projeto está prevista para o final de 2027. Ainda assim, a controvérsia permanece, pois o Ministério Público ingressou com recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), solicitando a suspensão imediata de todas as atividades relacionadas à concessão, alegando que os avanços podem gerar danos irreversíveis ao parque.
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