Nesta quinta-feira (19), iniciou o pagamento da parcela de março do Bolsa Família, beneficiando inicialmente os titulares cujo Número de Inscrição Social (NIS) termina em 2. A ação é realizada pela Caixa Econômica Federal, estágio típico do calendário mensal do programa de transferência de renda do Governo Federal, que visa assistir famílias em situação de vulnerabilidade em todo o país.
Para este mês, o programa atenderá cerca de 18,73 milhões de famílias, representando um investimento total de aproximadamente R$ 12,77 bilhões. A iniciativa busca promover segurança alimentar e inclusão social, ampliando o suporte às famílias mais necessitadas.
O valor base do benefício atualmente é de R$ 600. Porém, somando os adicionais previstos, a média por família pode chegar a R$ 683,75. Esses acréscimos atendem às diferentes fases da vida dos beneficiários e às necessidades específicas de cada núcleo familiar, incluindo parcelas adicionais para gestantes, mães que amamentam, crianças de 7 a 18 anos e bebês de até seis meses.
As famílias beneficiadas podem verificar o calendário de pagamento, o valor exato e a composição das parcelas por meio do aplicativo Caixa Tem, utilizado para consultar a conta digital do programa. Os pagamentos do Bolsa Família tradicionalmente ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês.
Em uma medida emergencial, beneficiários de 171 municípios de nove estados receberam nesta quarta-feira pagamento antecipado, independentemente do final do NIS. Essa ação busca aliviar os efeitos de calamidades naturais ou situações de emergência, incluindo regiões afetadas por seca, enchentes ou vulnerabilidade de povos indígenas. Entre os estados, Minas Gerais, Amazonas, Bahia, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe estão entre os mais impactados.
Desde o início de 2024, o programa passou por mudanças em suas regras. Uma delas eliminou o desconto do Seguro Defeso para beneficiários, benefício previsto para pescadores artesanais durante o período de reprodução dos peixes. Outra alteração relevante resulta na redução da duração da “regra de proteção” para famílias em transição, que tem seu período limitado a um ano a partir de junho de 2025, para aquelas que ingressarem na fase de transição após essa data. Até maio de 2025, o benefício de famílias na transição permanece válido por dois anos, permitindo uma adaptação gradual à autonomia financeira.
Atualmente, cerca de 2,35 milhões de famílias ainda recebem o benefício parcial sob a regra de proteção, que permite a manutenção de metade do valor original do benefício enquanto os membros da família melhoram suas condições econômicas.
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