março 20, 2026
março 20, 2026
20/03/2026

Verão de 2025/2026 no Rio foi o terceiro mais chuvoso e com alto estresse térmico

O verão de 2025/2026 no Rio de Janeiro encerrou-se nesta sexta-feira (20/3), às 11h45, marcando um período de condições climáticas extremas e eventos meteorológicos intensos na cidade. A estação foi caracterizada por temperaturas elevadas, períodos de estresse térmico, volumes de chuva acima da média e uma quantidade significativa de raios registrados.

Durante o verão, a cidade acumulou 35 dias com temperaturas superiores a 36°C, com destaque para o recorde de 41,4°C em Santa Cruz, na Zona Oeste, em 12 de janeiro. Esses índices refletem uma combinação de ondas de calor persistentes e condições atmosféricas que favoreceram o surgimento de temperaturas bastante elevadas. Os eventos de calor extremo foram acompanhados por dias consecutivos de estresse térmico, com o município experienciando 9 dias em janeiro e oito em fevereiro de temperaturas que variaram entre 36°C e 40°C, segundo monitoramentos do Centro de Operações e Resiliência. Os níveis de calor são avaliados por um índice que combina temperatura e umidade relativa do ar, acompanhamento realizado por órgãos municipais especializados.

O período também foi marcado por chuvas intensas, configurando-se como o terceiro verão mais chuvoso desde o início das medições, com uma média de aproximadamente 662,8 milímetros, bastante acima da média histórica de 425,7 mm. O mês de fevereiro se destacou, sendo o mais chuvoso desde 1997. Fenômenos atmosféricos como a Zona de Convergência do Atlântico Sul, além de áreas de instabilidade reforçadas por calor e umidade, contribuíram para as precipitações observadas. Essas condições ocasionaram alterações nos protocolos de atuação do município, incluindo nove momentos de acionamento do estágio operacional máximo, principalmente em situações de risco elevado, como a saída do estágio 3 em fevereiro, com o acionamento de sirenes em áreas vulneráveis.

O sistema de alerta de raios identificou ao todo 7.724 incidências na cidade nesta temporada, número que supera registros de anos recentes, ficando atrás apenas do verão de 2022/2023, que contabilizou cerca de 9.500 raios. Já em 2024/2025, o número foi inferior a 3.000. Esses dados reforçam a importância do monitoramento, sobretudo em dias de temporais, para ações preventivas rápidas.

Na infraestrutura urbana, a temporada também marcou a interrupção da circulação na Ciclovia Tim Maia em quatro ocasiões. Interdições foram necessárias devido a ondas que ultrapassaram dois metros durante ressacas, além de fortes ventos e chuvas intensas, especialmente na região do Vidigal. A ação foi acompanhada por monitoramento através de câmeras, alertas sonoros e fechamento de cancelas na presença de guardas municipais. A Avenida Niemeyer também teve seu fluxo temporariamente alterado em duas ocasiões, de acordo com os critérios estabelecidos pelos protocolos de segurança municipais.

A mudança de estação, que começou às 11h45 desta sexta-feira, indica uma nova fase com perspectiva de menor intensidade de precipitação e temperaturas mais amenas. Para o primeiro fim de semana do outono, há previsão de condição climática instável, com possibilidade de chuvas fracas a moderadas e temperaturas variando entre 18°C e 30°C. A expectativa é que o outono apresente uma média de precipitação de aproximadamente 294 mm, marcando uma transição entre o clima quente e chuvoso do verão e o frio, seco do inverno.


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