Eduardo Cavaliere, novo prefeito do Rio de Janeiro, assumiu o cargo aos 31 anos, tornando-se o mais jovem na história da cidade desde sua unificação em 1975. Formado em Direito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com especialização em Matemática Aplicada, o parlamentar construíra uma trajetória rápida na administração municipal.
Natural do Rio de Janeiro, nascido em 29 de setembro de 1994, Cavaliere ocupou posições estratégicas antes de chegar à chefia do executivo. Entre 2021 e 2022, foi secretário de Meio Ambiente, participando também de negociações internacionais, inclusive na COP26. Posteriormente, assumiu a chefia da Casa Civil, uma das funções mais relevantes dentro do governo municipal, onde conduziu projetos e articulou ações internas do executivo
Em destaque na política local, foi eleito deputado estadual em 2022, com pouco mais de 33 mil votos, mas licenciou-se do mandato para retornar ao cargo na prefeitura. Dois anos depois, foi escolhido vice na chapa de Eduardo Paes, ocupando o cargo principal após a saída do prefeito para disputar o governo estadual.
No estilo de gestão, Cavaliere é visto como técnico, direto e focado em resultados. Sua postura centralizadora e rígida reforça a imagem de um gestor exigente, frequentemente comparado ao estilo de um líder que cobra desempenho de sua equipe. Conhecido por sua rotina intensa e comunicação constante com assessores, o gestor costuma manter contato fora do horário comercial. O apelido de “ChatGPT”, atribuído por integrantes da administração, evidencia sua tendência a discutir temas com aprofundamento técnico.
A relação próxima com Eduardo Paes, que se iniciou em 2017, foi primordial para sua ascensão política. Desde então, tornou-se um dos principais operadores do grupo político, atuando como braço direito em campanhas e na gestão pública.
Relatos indicam que Cavaliere prefere uma postura de relacionamento direto, embora seja considerado rigoroso e intolerante a atrasos ou falhas na execução de tarefas. Sua passagem pela Casa Civil reforçou essa reputação, reforçando a prioridade pela eficiência e metas claras. Apesar do estilo exigente, seus aliados destacam a alta capacidade de organização e conhecimento técnico, fatores que contribuíram para sua consolidação como figura central na administração e para sua eleição como sucessor natural dentro do grupo político.
Sem vitória direta nas urnas, Cavaliere terá a missão de equilibrar a continuidade administrativa com a construção de legitimidade perante o público e os atores políticos locais, como a Câmara Municipal. Sua gestão, marcada pelo compromisso de implementar o Plano Estratégico 2025-2028, deve focar em temas como transporte público, tecnologia na gestão urbana, habitação e resiliência climática.
O novo prefeito também enfrenta o desafio político de manter a coesão do quadro governista durante a campanha estadual de Paes, ao mesmo tempo em que busca estabelecer uma identidade própria na administração da cidade. Com a juventude, perfil técnico e estilo centralizador, a pressão está presente desde o início: cumprir metas em um período de quase três anos, preservando a sustentação política em uma das gestões mais complexas do Brasil.
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