A Prefeitura de Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, auxiliou no desenvolvimento de uma tecnologia destinada à detecção precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Um kit específico, que recebeu patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), foi criado com a participação da pesquisadora Gisele Nascimento, vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia do município e ao grupo de pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Essa inovação é voltada para a avaliação de crianças entre 4 e 18 meses de idade. A ferramenta permite que profissionais de saúde identifiquem sinais de autismo por meio da observação da reação do bebê a estímulos visuais, táteis e auditivos estruturados. O método busca detectar possíveis indícios antes do diagnóstico tradicional, geralmente realizado após os três anos de vida.
O kit combina imagens fotográficas, estímulos sensoriais e elementos sonoros em uma plataforma interativa, facilitando a análise do comportamento infantil de forma padronizada. Segundo Gisele Nascimento, doutora em Ciências e Biotecnologia, a solução é acessível por ser de baixo custo e visa ampliar o acesso ao diagnóstico, contribuindo para diminuir desigualdades na área da saúde.
A secretária de Ciência e Tecnologia de Maricá destacou a importância da inovação para o município, ressaltando o papel da pesquisa na promoção de tecnologias que atendam às necessidades de diagnóstico precoce. A iniciativa reforça o compromisso de Maricá em promover avanços na área de saúde, com perspectivas de ampliar seu uso e impacto nos próximos meses.
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