Niterói, localizada na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, destaca-se novamente entre os municípios com melhores resultados em saneamento básico no Brasil. Segundo um levantamento recente, a cidade ocupa a 7ª posição entre os 100 maiores do país e é o único município do estado incluído entre os vinte melhores.
O ranking, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, avalia indicadores como abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e eficiência operacional. Os dados refletem o progresso alcançado ao longo de décadas, resultado de investimentos contínuos em serviços de saneamento. Niterói atualmente atende uma grande parte da população com água tratada e mantém índices elevados de coleta e tratamento de esgoto.
Desde o final dos anos 1990, após a privatização dos serviços, a cidade aprimorou significativamente a distribuição de água e a coleta de esgoto. Hoje, mais de 500 mil moradores dispõem de água tratada, e a cobertura do sistema de esgotamento se aproxima da universalização. Essa infraestrutura conta com estações de tratamento capazes de processar toda a demanda coletada, além de monitoramento constante para garantir a eficiência das operações.
A cidade também apresenta um dos menores níveis de perdas na distribuição de água entre os municípios brasileiros, resultado de projetos voltados à redução de desperdícios e à modernização das redes de distribuição. Planos futuros preveem ampliação dos investimentos, com a concessionária responsável visando universalizar o sistema de coleta e tratamento de esgoto até 2028, com obras em andamento em diversas regiões.
Outras cidades do estado também figuram na lista dos melhores desempenhos. Petrópolis, na Região Serrana, ocupa a 24ª posição, com avanços em abastecimento e tratamento de esgoto. Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, aparece na 29ª colocação, consolidando-se como uma das cidades com maior cobertura de água e coleta de esgoto no país.
Apesar dos resultados positivos em alguns municípios, o estudo evidencia que o cenário nacional ainda enfrenta desafios, especialmente na universalização do tratamento de esgoto. A desigualdade regional e a necessidade de ampliar os investimentos permanecem como obstáculos para a melhora contínua dos serviços de saneamento no Brasil.
Acompanhe o Ora Veja para mais notícias em tempo real.



