A partir desta semana, a Secretaria de Saúde de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, ampliou significativamente a quantidade de postos de vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal agente causador da bronquiolite em bebês. A rede municipal passou de 13 para 62 pontos de imunização, visando facilitar o acesso ao imunizante e diminuir a incidência de casos graves na população infantil.
A vacinação é recomendada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A estratégia de descentralização busca reduzir obstáculos como deslocamentos longos e tempos de espera, possibilitando maior cobertura durante o acompanhamento pré-natal.
A maior parte dos locais funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, enquanto duas unidades — a Gonçalense do Mutondo e a do Bairro do Arsenal — atendem até às 21h em dias úteis, além de oferecerem serviço aos sábados, das 8h às 13h. Essas unidades atendem, exceto em feriados e pontos facultativos.
O vírus sincicial respiratório é responsável por aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite e por 40% das pneumonia em crianças até dois anos de idade. A imunização durante a gestação permite que anticorpos sejam transferidos para o bebê no útero, proporcionando proteção nos primeiros meses de vida e contribuindo para a redução de internações hospitalares.
Segundo a coordenação de imunizações do município, a ampliação do número de pontos busca atingir maior cobertura vacinal e conter a circulação do vírus. A vacinação não possui restrições de idade para gestantes e deve ser aplicada em dose única a cada gravidez. Para se imunizar, a gestante deve apresentar documento de identidade ou CPF, além de cadernetas de vacinação e comprovante de gravidez. Recomenda-se que a chegada às unidades aconteça com antecedência mínima de 30 minutos do horário de fechamento.
A campanha também contempla bebês prematuros, com até 36 semanas e seis dias de gestação, menores de seis meses, além de crianças até dois anos com comorbidades, como cardiopatias congênitas, doenças pulmonares crônicas, imunodeficiências, fibrose cística, síndrome de Down e outras doenças graves. Nestes casos, o procedimento exige solicitação formal acompanhada de prescrição médica ou laudo, além de documentos da criança, como CPF, cartão do SUS, certidão de nascimento e caderneta de vacinação. Após análise, os pacientes aptos recebem a imunização em unidades de saúde conveniadas ao critério do Ministério da Saúde.
Os pontos de vacinação estão distribuídos estrategicamente pela cidade, abrangendo unidades do Programa de Saúde da Família, polos sanitários e clínicas municipais, facilitando o acesso às populações de diversas regiões. A lista completa dos locais inclui hospitais, clínicas municipais e unidades de saúde estratégicas, garantindo maior abrangência na campanha.
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