Motoristas que utilizam o espaço do Aterro do Flamengo e da área da Glória, no Rio de Janeiro, têm relatado episódios de ameaças, intimidações e cobranças abusivas por parte de flanelinhas. Segundo informações, nesses encontros, valores podem atingir até R$ 100 por uma vaga estacionada em via pública.
Conforme relatos de frequentadores, a cobrança frequente ocorre principalmente aos domingos, criando um ambiente de insegurança para quem costuma estacionar na região. Uma motorista, que preferiu não se identificar, contou ter sido coagida ao estacionar em vaga regular, sendo cobrada inicialmente R$ 70 e informando que pagaria um valor maior na volta. Ela também destacou que, em outras ocasiões, o valor cobrado chegou a R$ 90, e, caso o pagamento não fosse efetuado, veículos eram riscos de arranhões, o que leva muitos a entregarem-se à cobrança para evitar danos.
Outra testemunha, uma designer, relatou uma situação de ameaças verbais e cobrança de R$ 50, posteriormente negociada para R$ 40, sob tom intimidador, o que gerou sensação de medo. Motoristas relataram que alguns flanelinhas usam coletes de identificação, enquanto outros atuam de forma clandestina.
Além das ameaças, há relatos de que as atividades dos flanelinhas muitas vezes envolvem orientar estacionamentos em locais proibidos, o que pode resultar em multas ou rebocamentos de veículos. Essa prática tem sido observada próximo à Feira da Glória, onde a fiscalização da Guarda Municipal foi acionada, resultando em multas e remoções de veículos.
Na última semana, uma operação policial na região resultou na prisão de 14 indivíduos e na autuação de 38 veículos por infrações, principalmente por estacionamento irregular. Apesar disso, muitos motoristas preferem não registrar queixas formais devido às dificuldades de investigação, o que tem dificultado investigações mais aprofundadas. Uma das principais preocupações das autoridades é a subnotificação de casos de coação, dificultando ações contra a prática.
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