abril 11, 2026
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11/04/2026

Estudo revela que mamutes e dinossauros gigantes eram mais lentos do que se pensava

Pesquisadores espanhóis revisam a velocidade máxima de mamutes e grandes dinossauros, indicando que esses animais eram mais lentos do que estimativas anteriores sugeriam. O estudo, divulgado na revista Scientific Reports, aponta que as limitações biomecânicas impostas pelo grande porte corporal dificultavam atingirem altas velocidades.

A pesquisa, realizada por especialistas da Universidade de Granada e da Universidade Complutense de Madrid, utilizou modelos específicos baseados em dados de elefantes atuais, considerados os exemplos vivos mais semelhantes aos gigantes extintos. Diferentemente de abordagens anteriores, que utilizavam pegadas fósseis ou modelos genéricos, essa análise considerou os limites físicos de animais com massa superior a 100 kg, revelando que, além desse peso, a velocidade máxima tende a diminuir.

Conforme os resultados, esses animais não podiam correr em alta velocidade de forma sustentada. Em vez disso, deslocavam-se em marchas rápidas, ideais para movimentação eficiente, mas incompatíveis com corridas prolongadas. Os mamutes, por exemplo, apresentariam velocidades marginais às de seus congêneres atuais, como os elefantes, reforçando a ideia de que grandes espécies tinham mobilidade moderada.

Um aspecto fundamental destacado na pesquisa refere-se ao estresse mecânico suportado pelos ossos e músculos durante a locomoção. O enorme peso corporal elevava o risco de falhas estruturais ao tentar acelerar rapidamente, favorecendo adaptações que priorizavam robustez e estabilidade em detrimento de velocidade. Assim, a evolução desses animais privilegiou membros reforçados capazes de suportar cargas elevadas, ao invés de gerar altas velocidades.

Os cientistas explicam que essa estratégia evolutiva refletia uma prioridade por resistência, eficiência energética e estabilidade, fatores mais relevantes para o sucesso desses animais do que a agilidade. Essas observações também ajudam a compreender o comportamento de dinossauros predadores, que provavelmente dependiam de táticas de surpresa ou emboscada ao invés de perseguições rápidas.

As conclusões do estudo oferecem novas perspectivas sobre as dinâmicas dos ecossistemas passados e questionam a noção de que esses gigantes eram animais rápidos. Com essa compreensão mais precisa, as interpretações das interações entre espécies do passado podem ser revistas, contribuindo para a reconstrução de ambientes pré-históricos mais alinhados à realidade biomecânica desses animais.


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