março 23, 2026
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23/03/2026

Justiça adia julgamento de Monique Medeiros e Jairinho no caso Henry Borel após abandono da defesa

O julgamento de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi adiado nesta terça-feira (23) no 2º Tribunal do Júri da cidade, após uma das defensorias desistir de participar do processo. Apesar de ter pedido por uma data diferente, a solicitação foi indeferida, e a nova sessão está marcada para 22 de junho.

O casal enfrenta acusações relacionadas à morte do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, ocorrida em março de 2021. O caso, que recebeu ampla atenção pública, avançou até a etapa de júri popular após anos de tramitação judicial.

Mesmo com o adiamento, a Justiça determinou o relaxamento da prisão de Monique Medeiros, sob alegação de excesso de prazo, e expediu o alvará de soltura. Ao chegar ao Fórum, na região central do Rio de Janeiro, o pai de Henry, Leniel Borel, falou sobre as expectativas em relação ao desfecho do julgamento. Ele ressaltou o processo de luto vivido pela família e reforçou o desejo por uma condenação, questionando as circunstâncias em que a morte de Henry ocorreu no apartamento do casal, na Barra da Tijuca.

A estratégia adotada pela defesa de Jairinho, ao abandonar o júri, gerou críticas por parte da juíza Elizabeth Machado Louro, que determinou que a defesa arcasse com os custos do processo. O caso remonta à madrugada em que Henry foi levado a um hospital particular, sob a alegação de um acidente doméstico. No entanto, o laudo do Instituto Médico-Legal revelou 23 lesões causadas por violência, incluindo hemorragia interna e laceração hepática, o que contradiz a versão de acidente apresentada pelos réus.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, Jairinho teria agredido a criança de forma intencional, sendo as lesões a causa direta da morte. Monique Medeiros é acusada de omissão, sob a alegação de que, como responsável legal, tinha conhecimento das agressões e não tomou providências para protegê-la. Investigações anteriores indicam episódios de violência física e psicológica praticados pelo réu contra Henry.

A acusação de defesa, liderada pelo advogado Cristiano Medina da Rocha, sustenta que o conjunto de provas é consistente quanto à tortura e negligência materna. Já a defesa de Jairinho, conduzida pelo advogado Fabiano Lopes, questiona a validade dos laudos periciais, alegando irregularidades e possíveis manipulações nos estudos realizados pelo IML.


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