março 25, 2026
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25/03/2026

Justiça adia julgamento de caso Henry Borel e determina liberdade de Monique Medeiros

O julgamento do caso envolvendo a morte do menino Henry Borel foi remarcado para o dia 25 de maio, após uma suspensão no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A sessão, realizada nesta segunda-feira (23), foi interrompida após a saída dos advogados do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior do plenário, prejudicando o andamento do processo.

Com a decisão do tribunal, Monique Medeiros, que responde ao processo, terá decisão de responder em liberdade, após o relaxamento de sua prisão. Jairinho, entretanto, permanece preso. Henry faleceu em março de 2021, aos quatro anos, em um apartamento localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, apresentando sinais de agressão. Desde então, ambos estão detidos preventivamente.

A sessão do júri teve início com a formação do Conselho de Sentença, composto por seis mulheres e um homem, e a leitura da denúncia pela juíza Elizabeth Machado Louro. Logo após essa fase, os advogados de Jairinho solicitaram o adiamento do julgamento, alegando dificuldades no acesso às provas do processo. A magistrada rejeitou o pedido e determinou que a sessão prosseguisse.

Entretanto, os cinco advogados do réu presentes anunciaram que sairiam do julgamento, o que inviabilizou sua continuidade na fase atual. Com a ausência da defesa, o júri foi suspenso, e os jurados foram dispensados. A nova data inicialmente prevista para junho foi antecipada para 25 de maio.

A juíza criticou duramente a postura da defesa, considerando sua conduta irregular e, em alguns aspectos, equivalente a um abandono do processo, prejudicando o andamento do julgamento. Ela ainda ordenou que os advogados assumissem os custos decorrentes da sessão, incluindo despesas com servidores e jurados, além de encaminhar o caso à Ordem dos Advogados do Brasil para eventual apuração disciplinar.

Em relação à prisão de Monique Medeiros, a magistrada determinou sua libertação imediata, alegando que a manutenção de sua prisão poderia configurar excesso de prazo, considerando o tempo de tramitação do processo e o intervalo até a próxima fase do júri. O Ministério Público anunciou que recorrerá da decisão.

Durante o andamento do processo, os advogados de Jairinho questionaram a validade dos laudos periciais que apontam as causas da morte de Henry. A defesa argumenta que há contradições nos documentos e suspeitas de possíveis alterações nos relatórios. Ainda, eles relataram que mensagens obtidas por meio de extração de dados indicariam contato entre um perito e a chefia do Instituto Médico-Legal antes da conclusão de um dos laudos. Além disso, há suspeitas de que as lesões na criança possam ter sido causadas por manobras de reanimação realizadas no Hospital Barra D’Or, embora as autoridades e o hospital afirmem que Henry chegou ao local sem vida.

Após a suspensão, o pai de Henry, Leniel Borel, criticou a decisão de adiar o julgamento, afirmando que a alteração aumenta o sofrimento da família e que o filho foi “assassinado pela segunda vez”, reforçando a expectativa de uma resolução rápida no caso.


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