março 23, 2026
março 23, 2026
23/03/2026

Sistema Único de Saúde amplia atendimento domiciliar para pacientes com doenças crônicas e limitações

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza atendimento domiciliar, uma alternativa importante para pacientes que necessitam de cuidado contínuo e apresentam condições de serem acompanhados fora do ambiente hospitalar. Essa modalidade busca manter o tratamento em casa, diminuir internações prolongadas e aprimorar a segurança no monitoramento de pessoas com doenças crônicas, limitações funcionais ou que necessitam de reabilitação, desde que atendam a critérios clínicos e logísticos estabelecidos pelas equipes de saúde.

Dirigido principalmente a indivíduos com dificuldades de deslocamento ou que receberam alta hospitalar, o serviço é voltado a pacientes com dependência parcial ou total para tarefas do cotidiano, bem como às condições mínimas necessárias no domicílio para o cuidado adequado. Entre os grupos atendidos mais frequentemente, estão pessoas com doenças avançadas, sequelas de acidente vascular cerebral, condições neurológicas, idosos frágeis, acamados ou em cuidados paliativos sem necessidade de tecnologias de alta complexidade. Crianças com condições clínicas que demandam acompanhamento prolongado também podem ser incluídas, desde que atendam aos critérios sociais e clínicos definidos pela equipe de saúde.

A avaliação do ambiente doméstico inclui análise do estado de saúde do paciente e da estrutura familiar, verificando a presença de rede de apoio, condições do lar, acessibilidade, higiene e segurança. Os procedimentos a serem realizados também são considerados, com a equipe analisando se o tratamento pode ocorrer de forma segura fora do hospital sem prejuízo ou risco adicional ao paciente. Casos que envolvem monitoramento intensivo, uso constante de equipamentos complexos ou risco de descompensação tendem a permanecer sob cuidados hospitalares, com acompanhamento em ambulatórios, unidades de emergência ou internações, conforme o grau de necessidade.

O serviço de atenção domiciliar do SUS é organizado por equipes multiprofissionais, como as do programa Melhor em Casa ou equipes de atenção básica, compostas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais e outros profissionais de acordo com a demanda local. A frequência das visitas varia conforme a condição do paciente, podendo incluir desde acompanhamentos ocasionais até cuidados mais frequentes, como administração de medicamentos injetáveis, curativos complexos, suporte ventilatório não invasivo ou ações de reabilitação. A equipe mantém contato constante com as unidades de referência do sistema, podendo reencaminhar pacientes ao hospital quando necessário.

Para solicitar o atendimento domiciliar, a família ou cuidador deve procurar a Unidade Básica de Saúde do território onde reside, comunicando as condições de saúde e as dificuldades de deslocamento. Quando pacientes estão internados, o encaminhamento é realizado pelo hospital, após avaliação de que o cuidado contínuo em casa é viável. O processo inclui relato da situação, avaliação médica e de enfermagem, possibilidade de visita de triagem na residência e análise final para autorização do serviço, de acordo com critérios clínicos, sociais e estruturais.

A aprovação do atendimento domiciliar não ocorre automaticamente. A decisão é fundamentada em protocolos que avaliam a estabilidade clínica, a segurança do tratamento em casa e a presença de um cuidador capacitado. Caso o pedido seja recusado, a equipe de saúde orienta a família sobre alternativas de acompanhamento na rede pública, incluindo visitas domiciliárias, transporte sanitario e serviços de reabilitação, garantindo o acesso a cuidados contínuos de acordo com as possibilidades de cada caso.


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