O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou sua renúncia nesta segunda-feira, em meio a uma crise política e jurídica que se intensificou recentemente. A medida foi tomada pouco antes do início do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, previsto para avaliar a cassação de seu mandato e a possibilidade de inelegibilidade por até oito anos.
A decisão de abandonar o cargo é considerada uma estratégia para prevenir uma condenação definitiva na Corte. Atualmente, o TSE possui uma maioria inicial favorável à cassação de Castro, que enfrenta acusações de abuso de poder político e econômico durante a campanha de reeleição em 2022. As investigações apontam que cerca de 27 mil funcionários temporários contratados por órgãos estaduais, considerados como cabos eleitorais pelo Ministério Público Eleitoral, estariam ligados ao caso.
Após a renúncia, a presidência estadual passa a ser exercida de forma interina pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio. Ele ficará responsável por convocar eleições indiretas na Assembleia Legislativa, que elegerá um novo governador para completar o mandato até o final de 2026.
A saída de Castro também influência o cenário eleitoral, uma vez que, na ausência de cassação, permanece com direitos políticos intactos. Assim, ele mantém condições de disputar uma vaga no Senado nas próximas eleições. Castro esteve à frente do governo do estado desde 2021, após a destituição de Wilson Witzel, tendo sido reeleito no ano seguinte.
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