Após a saída de Cláudio Castro do cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro, em decorrência de sua pré-candidatura ao Senado para as eleições de 2026, o presidente do Tribunal de Justiça do estado assumiu a chefia interina do Executivo estadual. A substituição ocorre devido à ausência de um vice-governador e ao afastamento do presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Assim, cabeu ao desembargador Ricardo Couto exercer provisoriamente a função de governador.
O magistrado, de 61 anos, é natural do Rio de Janeiro e possui trajetória consolidada na carreira jurídica. Iniciou suas atividades na Defensoria Pública do Estado em 1989, após aprovação com a melhor colocação no concurso público, e, em 1992, conseguiu vaga de juiz na mesma instituição, também na primeira posição. Sua trajetória na magistratura inclui atuação como juiz auxiliar da Corregedoria entre 2000 e 2002. Em 2008, foi promovido a desembargador, tendo integridade às câmaras de Direito Público e Cível do Tribunal de Justiça fluminense. Recentemente, em novembro de 2024, recebeu a maioria dos votos na eleição para presidente do TJRJ.
A responsabilidade de Couto inclui convocar uma eleição indireta para definir o novo governador até o final de 2026. De acordo com a legislação, a eleição deve acontecer na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) no 30º dia após a vacância do cargo, ou seja, prevista para o próximo dia 22 de abril. A votação será realizada em sessão extraordinária, de forma secreta, conforme decisão liminar do ministro Luiz Fux, do STF.
Atualmente, Couto responde por administrar temporariamente o estado, enquanto se aguardam os procedimentos previstos para a escolha do próximo governante.
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