A Prefeitura do Rio de Janeiro tomou a decisão de demitir Monique Medeiros do cargo de professora na rede municipal, conforme decreto publicado nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial. A medida ocorre após ela ser ré em um processo criminal relacionado à morte de seu filho, Henry Borel.
Monique estava em licença e ainda recebia salário de funcionária pública mesmo após a revogação de sua prisão preventiva em 2022. Naquele ano, ela foi designada para uma atividade administrativa no almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação, uma mudança que visou afastá-la das atividades em sala de aula. Sua situação foi avaliada por um processo administrativo disciplinar, que levou em conta seu histórico na administração pública e as circunstâncias do caso.
A denúncia contra ela inclui homicídio por omissão, agravado por motivos torpes e por ter impedido a defesa da vítima, além de agravantes relacionados à idade da criança, ao vínculo familiar e ao ambiente doméstico. Ela também é acusada de duas tentativas de tortura, com ilícitos ampliados pela condição de menor e vínculo familiar, além de coação no decorrer do processo judicial.
Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, também está entre os acusados pelo homicídio de Henry. O julgamento do caso, inicialmente marcado para a segunda-feira (23), foi adiado após os advogados de Jairinho deixarem a sessão. Na mesma data, a Justiça do Rio concedeu liberdade provisória a Monique, baseada na alegação de excesso de prazo para o julgamento e na atuação dela na realização da sessão.
A situação atual de Monique Medeiros é de dispensa do serviço público, enquanto as investigações seguem em andamento e aguardam os próximos desdobramentos judiciais.
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