março 25, 2026
março 25, 2026
25/03/2026

Banco Central aperfeiçoa norma para bloqueio rápido de valores em golpes Pix

O Banco Central atualizou as normas do Mecanismo Especial de Devolução (MED) para agilizar o bloqueio de recursos em casos de crimes digitais envolvendo transferências por Pix. A medida busca reforçar a segurança e ampliar a eficiência na recuperação de valores roubados nas transações instantâneas no país.

A operação de bloqueio é efetuada imediatamente após a denúncia do usuário junto à instituição financeira, que rastreia o destino do dinheiro e retém o saldo na conta do suposto golpista para avaliação técnica pelo órgão regulador. As instituições financeiras possuem prazos definidos para analisar as evidências apresentadas e, confirmada a fraude, processam o estorno direto à conta de origem, sem necessidade de intervenção judicial.

Para garantir uma resposta mais rápida, o tempo entre os bancos foi reduzido, evitando que os recursos sejam dispersos em múltiplas contas. A velocidade na comunicação interna e o monitoramento em tempo real por equipes de segurança digital, como as do Itaú, são essenciais para aumentar as chances de recuperação integral do montante.

A documentação necessária para comprovar o golpe inclui prints de conversas e comprovantes de transferências via Pix, além de informações detalhadas na denúncia, como identidade da chave Pix do destinatário, horário e valor da transação, histórico de mensagens e o protocolo de atendimento bancário. Essas evidências facilitam o trabalho dos bancos na identificação da fraude e no bloqueio preventivo dos valores desviados.

O aprimoramento do MED também permite o rastreamento em múltiplas camadas, atingindo contas que receberam valores indiretamente, dificultando a tática de criminosos que transferem rapidamente fundos para diversas contas distintas. Com esse procedimento mais aprofundado, as chances de recuperação total dos recursos aumentam, dificultando a atuação de quadrilhas especializadas em golpes digitais.

Caso o pedido de reembolso seja negado, o consumidor deve recorrer à ouvidoria da instituição financeira, solicitando uma revisão detalhada e uma justificativa por escrito. Se a resposta não for satisfatória, a orientação é registrar uma reclamação formal pelo site do Procon ou outros órgãos de defesa do consumidor, que garantem a aplicação rigorosa das normas do Banco Central.


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