março 26, 2026
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26/03/2026

PL do Rio avalia candidatura de Cláudio Castro ao Senado após condenação no TSE

Após a condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que justificou a inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro (PL) até 2030, a liderança do partido passará a discutir de forma reservada alternativas para a candidatura ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. Apesar da manutenção do discurso oficial de que Castro é prioridade, integrantes da legenda admitem, nos bastidores, que podem buscar nomes com menor risco de problemas judiciais que possam comprometer o mandato posteriormente.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou que a indicação do ex-governador dependerá da reversão da condenação, condicionando a candidatura à obtenção de um recurso favorável. Segundo ele, “o partido não correrá riscos” e Castro só será considerado apto se conseguir recorrer com sucesso. Após repercussão negativa de suas declarações, o dirigente informou pelas redes sociais que Castro permanece como a principal opção da legenda ao Senado.

A movimentação interna no partido ocorre logo após a decisão do TSE e poucos dias após Castro ter renunciado ao governo do estado, gesto que, na avaliação de aliados, evidencia uma postura pragmática, resumida na expressão “rei morto, rei posto”.

No cenário atual, o nome que vem ganhando maior espaço é o do ex-secretário de Polícia Civil, Felipe Curi. Apoiado por aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Curi possui experiência no comando da Polícia Civil durante a gestão de Castro e destacou-se em operações contra o crime organizado, incluindo ações no Complexo da Penha e no Alemão. Sua carreira técnica e seu alinhamento com pautas de segurança pública tornam-no um nome estratégico para o bolsonarismo. Além disso, sua condição de não ocupar atualmente mandato eletivo facilita a articulação, eliminando a necessidade de rearranjos na bancada.

Outros nomes também são considerados pelo partido, como o deputado federal Carlos Jordy, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e o senador Carlos Portinho, ambos ligados à legenda. No entanto, há uma percepção de que parlamentares com mandatos próprios tendem a resistir à troca, o que impulsiona o partido a buscar alternativas fora da atual bancada.

Legalmente, Castro ainda tem possibilidade de recorrer da condenação, mantendo-se na disputa eleitoral de forma sub judice. Recursos como embargos de declaração ao TSE e um eventual pedido de liminares ao Supremo Tribunal Federal (STF) podem ser apresentados na tentativa de suspender os efeitos da condenação, permitindo sua candidatura. Caso esses recursos tenham sucesso, o ex-governador poderia concorrer e até assumir o mandato, caso a decisão final seja revertida ou suspensa até a diplomação. Se a inelegibilidade for mantida sem efeito suspensivo, a diplomação será impedida.

Com a situação jurídica ainda não resolvida, integrantes do PL afirmam que o partido deve aguardar os desdobramentos dos recursos antes de consolidar uma decisão definitiva sobre o projeto eleitoral. A orientação nos bastidores é de manter uma estratégia pronta, com nomes em eventual disputa, mesmo que a candidatura de Castro ainda seja considerada uma possibilidade.


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