O Partido Social Democrático (PSD), comandado pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, e candidato ao governo estadual, alterou sua postura oficial em relação às próximas eleições. Após recorrer judicialmente para defender a realização de eleições diretas, a legenda passou a apoiar a execução da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estabelece a realização de uma eleição indireta para o mandato até o final do ano.
Inicialmente, o PSD questionou juridicamente o processo, argumentando que a renúncia do ex-governador Cláudio Castro poderia representar uma tentativa de obstruir eleições diretas, consideradas por eles a forma legítima de escolha do novo governador. Em um ofício enviado ao atual governador em exercício, Ricardo Couto, que também preside o Tribunal de Justiça do Rio, o partido pediu que o TSE fosse consultado antes de novas ações eleitorais, sustentando que, se Castro tivesse sido cassado no cargo, a Constituição obrigaria o Estado a realizar eleições diretas. Com a decisão de renunciar antes do julgamento de sua inelegibilidade, argumentava-se que o cenário favorecia uma eleição indireta, conduzida pelos deputados estaduais.
No entanto, uma certidão do próprio tribunal confirmou que, após a renúncia de Castro, a possibilidade de cassação do mandato foi considerada prejudicada, consolidando o entendimento do TSE de que o processo deve seguir por meio de eleição indireta. Assim, o partido ajustou sua posição pública, adotando a obrigação de cumprir a decisão judicial e buscando indicar nomes para a disputa do mandato tampão, além de planejar sua participação na eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), cuja presidência é responsável por conduzir o processo eleitoral na Casa.
Apesar de anteriormente questionar o formato da eleição, o PSD passou a atuar de acordo com a orientação do TSE. Nesse contexto, afirmou que o próprio prefeito Eduardo Paes só concorreria a um cargo de governo em uma eleição direta, deixando claro que sua participação nas eleições indiretas para o Executivo.
A estratégia do partido também envolve ações na Alerj, buscando influenciar a escolha do próximo presidente da Casa, que terá papel decisivo na condução do processo de eleição indireta. Essas movimentações demonstram a adaptação da legenda ao cenário jurídico definidor, mantendo seu protagonismo na sucessão estadual.
Acompanhe o Ora Veja para mais notícias em tempo real.



