Na noite desta quinta-feira, o cenário político do Rio de Janeiro passou por uma mudança significativa após o Tribunal de Justiça do Estado determinar a anulação de uma sessão extraordinária da Assembleia Legislativa (Alerj). Na ocasião, o deputado Douglas Ruas, do PL, havia sido eleito recentemente como o novo presidente da Casa, mas a decisão judicial suspende o ato, impedindo que ele assuma o cargo de chefe do Legislativo ou do Executivo estadual.
A magistrada responsável pelo caso baseou sua decisão na alegação de que a eleição interna da Alerj ocorreu de forma irregular, uma vez que o processo eleitoral deveria aguardar a conclusão da retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Essa recontagem, prevista inicialmente para terça-feira (31), é necessária em decorrência da cassação do deputado Rodrigo Bacellar. Sem a recontagem, a composição da Assembleia permanece considerada insegura, o que compromete a validade do pleito.
A sessão que escolheu Ruas foi marcada por tensões e protestos. Convocada de forma inesperada pelo presidente em exercício, Guilherme Delaroli, contou com a participação de 47 dos 70 deputados. O protesto da oposição resultou no boicote ao processo, enquanto os apoiadores aplaudiam, e adversários gritavam “golpista”. Apesar de ter recebido 45 votos, a vitória foi oficializada por uma publicação extra no Diário Oficial antes de ser suspensa judicialmente. Com a decisão, o parlamentar já foi informado da determinação, enquanto o comando da casa e do governo permanecem na incerteza.
Atualmente, o governador interino permanece Ricardo Couto, que atua desde a anulação da eleição. A expectativa é de que uma nova definição seja aguardada após a recontagem do TRE, marcada para o dia 31. Essa medida poderá impactar a distribuição das cadeiras na Assembleia, uma vez que a suspensão dos votos de Bacellar, totalizando aproximadamente 97 mil, pode alterar a composição partidária e influenciar na eleição da Mesa Diretora.
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