março 28, 2026
março 28, 2026
28/03/2026

Programa da YSL promove debate no Rio sobre sinais e prevenção da violência por parceiro

Um encontro realizado no Rio de Janeiro abordou a identificação precoce de relacionamentos abusivos e estratégias de prevenção à violência por parceiro íntimo. Promovido pelo programa internacional “Abuso Não é Amor”, da YSL Beauty, o evento ocorreu na sede do Grupo L’Oréal no Brasil e reuniu especialistas, influenciadoras e representantes de organizações de apoio à mulher para debate e conscientização.

A atividade faz parte de uma iniciativa lançada em 2020, que visa ampliar a compreensão sobre sinais iniciais de abuso em relacionamentos afetivos. No Brasil, a campanha é realizada em parceria com a ONG Cruzando Histórias, dedicada a oferecer acolhimento, formação e oportunidades de emprego para mulheres em situação de risco. Durante a conversa, Bia Diniz, representante da ONG, explicou que comportamentos abusivos podem se manifestar de forma gradual, muitas vezes confundidos com atitudes de cuidado, como controle, ciúmes e manipulação. Ela apresentou também uma lista com nove sinais que indicam um relacionamento abusivo, incluindo ações como ignorar, chantagear, humilhar, manipular, exibir ciúmes excessivos, controlar, invadir a privacidade, isolar e intimidar o parceiro.

O evento contou com a participação da influenciadora Patrícia Ramos, que salientou que o modo como um parceiro lida com situações de estresse pode ser um indicativo de comportamentos problemáticos. Segundo ela, a observação dessas reações podem ajudar na identificação precoce de sinais de violência.

Representantes de políticas públicas presentes na discussão destacaram o reforço na estrutura de atendimento às mulheres na cidade do Rio. A secretária municipal de Mulheres e Cuidados, Joyce Trindade, enfatizou os serviços de apoio que incluem assistência psicológica, jurídica, social e abrigamento, além de salientar a importância da autonomia financeira na prevenção do ciclo de violência.

A modelo Mariana Goldfarb também reforçou a relevância da rede de apoio e alertou para a tática de isolamento social empregada por parceiros abusivos como forma de controlar suas vítimas. Ela explicou que o afastamento de familiares e amigos frequentemente ocorre de modo silencioso, dificultando o reconhecimento por parte da mulher sobre a violência sofrida e dificultando a busca por ajuda.

A ONG Cruzando Histórias também apresentou um treinamento gratuito online, voltado à conscientização sobre sinais de abuso e formas de apoio. Com foco na educação, a iniciativa busca orientar mulheres e ampliar o entendimento sobre o tema, ressaltando que esses comportamentos geralmente aparecem de forma progressiva e podem ser naturalizados dentro da relação.


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