O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, foi detido nesta sexta-feira (27) em Teresópolis, na Região Serrana do estado, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão ocorreu durante uma nova fase das investigações que apuram suspeitas de interferência em apurações judiciais e o vazamento de informações sigilosas relacionadas a operações contra o crime organizado. Após a detenção, Bacellar foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde passará por procedimentos iniciais antes de ser transferido ao sistema prisional estadual.
A medida manda de Moraes está relacionada ao avanço das investigações que indicam possíveis ações de obstrução de Justiça, caso o ex-deputado permanecesse em liberdade. Rodrigo Bacellar já tinha sido preso em 2025, dentro do mesmo contexto de apurações envolvendo o vazamento de dados ligados a operações policiais contra o grupo criminoso Comando Vermelho. Na ocasião, ele foi libertado após cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e o afastamento do cargo, que foram posteriormente revogadas diante do avanço da investigação.
Segundo a defesa de Bacellar, eles desconhecem os motivos da nova detenção e consideram a decisão desnecessária, alegando que o ex-parlamentar vinha cumprindo todas as determinações judiciais. Com o cumprimento da sentença, o caso segue em andamento, e o ex-deputado está à disposição da Justiça.
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