Neste domingo, dia 29 de março, marca o início da Semana Santa com a celebração do Domingo de Ramos, um momento que dá início às principais cerimônias do calendário cristão. A igreja convoca fiéis à participação diária nas festas, especialmente durante o Tríduo Pascal, a partir da Quinta-feira Santa, considerado o momento culminante da semana. As celebrações possuem grande significado espiritual e podem ser acompanhadas também por meios de comunicação alternativos, em caso de impossibilidade de presença física.
Ao longo de cinco semanas de preparação para a Páscoa, os fiéis foram incentivados a praticar oração, jejum e caridade, refletindo sobre as tentações e a caminhada de Jesus no deserto. A Quaresma é um período de penitência e renovação, um tempo de interiorização que culmina na esperança da ressurreição. Apesar de ainda estender-se até a Quinta-feira Santa, as práticas espirituais permanecem até esse dia, quando ocorre a celebração da Missa da Ceia do Senhor, iniciando oficialmente o Tríduo Pascal.
As cores litúrgicas durante o Domingo de Ramos e a Sexta-Feira Santa são vermelhas, simbolizando o sacrifício de Cristo, cuja narrativa da Paixão é proclamada na liturgia. As celebrações incluem a bênção dos ramos, a entrada processional dos fiéis e a leitura do evangelho referente à entrada de Jesus em Jerusalém, conforme o relato de Mateus. A liturgia também contempla a primeira leitura do Livro de Isaías, que apresenta o cântico do Servo Sofredor, e o salmo responsorial que evoca a angústia da crucificação.
A segunda leitura, retirada da carta de São Paulo aos Filipenses, reforça a mensagem de humildade e obediência de Jesus, que se esvaziou de si para a salvação da humanidade. Posteriormente, é proclamada a narrativa da Paixão, que narra os últimos momentos de Jesus, desde sua prisão até a crucificação, incorporando elementos da Última Ceia e do mandamento do amor.
A semana ainda reserva momentos importantes para reflexão e prática de fé. A partir da celebração da Quinta-feira Santa, inicia-se o Tríduo Pascal, considerado o núcleo das celebrações pascais, onde continuam as penitências e a preparação para a celebração da ressurreição. A participação nos sacramentos, especialmente na Reconciliação, é recomendada para quem deseja aprofundar sua experiência espiritual.
A liturgia deste período convida os cristãos a revisitar a história da paixão de Cristo e a fortalecer sua relação com Deus através da oração, do serviço e da vivência comunitária. As celebrações finais da semana sagrada representam o caminho de Jesus rumo à cruz e à esperança de uma nova vida, que será celebrada na Páscoa.
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