A flexibilidade do tornozelo desempenha papel vital na manutenção da autonomia física durante a terceira idade, embora seja frequentemente negligenciada. Garantir que essa articulação permaneça móvel ajuda o corpo a se adaptar rapidamente a irregularidades no terreno, como rampas ou calçadas irregulares.
Essa articulação atua como o principal amortecedor do corpo e é fundamental para o equilíbrio ao caminhar. Quando o tornozelo se torna rígido, o movimento do pé fica comprometido, dificultando a elevação do calcanhar e aumentando o risco de tropeços, especialmente em superfícies como tapetes ou calçadas irregulares.
A falta de mobilidade nesta região sobrecarrega joelhos e região lombar, pois o corpo tenta compensar a limitação, o que pode levar ao aumento do risco de quedas. A Organização Mundial da Saúde recomenda a manutenção das capacidades articulares para prevenir fraturas provocadas por acidentes de percurso.
Para avaliar a mobilidade do tornozelo em casa, pode-se realizar um teste simples: posicionar o pé a alguns centímetros de uma parede e tentar encostar o joelho nela sem levantar o calcanhar. Se o calcanhar se elevar precocemente, pode indicar encurtamento dos músculos da panturrilha, condição que prejudica o equilíbrio ao subir escadas ou caminhar em subidas, comuns em cidades urbanas com relevo acidentado.
A prática regular de exercícios específicos, como dorsiflexão, uso de faixas elásticas e treinos de equilíbrio, ajuda a recuperar a amplitude de movimento e fortalecer a articulação. Movimentar os pés em círculos ao acordar, por exemplo, melhora a lubrificação da articulação, preparando-a para as tarefas diárias. Utilizar uma bola de tênis para massagear a planta dos pés pode aliviar tensões na fáscia plantar, ajudando na mobilidade.
Há também hábitos cotidianos que contribuem para maior segurança e agilidade ao se deslocar, como alongar os pés, usar calçados com suporte adequado e praticar marchas estacionárias elevando os joelhos, promovendo maior consciência corporal. Evitar sapatos sem amortecimento, que muitas vezes oferecem suporte inadequado, também é recomendável.
O fortalecimento do músculo tibial anterior, na parte frontal da canela, é outro fator importante na prevenção de tropeços. Exercícios simples, como levantar as pontas dos pés apoiado nos calcanhares, aumentam a força nesse grupo muscular, facilitando uma caminhada segura. Essa ação ajuda a evitar que o pé “escorregue” ao passar por obstáculos baixos ou terrenos irregulares.
Em caso de dores intensas, inchaço ou sensação de travamento na articulação, a consulta com um fisioterapeuta especializado é imprescindível. Técnicas de terapia manual podem ajudar na recuperação de pequenas alterações ósseas ou tendinosas, garantindo que os exercícios realizados sejam seguros e eficazes. Com o acompanhamento adequado, a preservação da mobilidade articular contribui para uma maior independência e qualidade de vida na maturidade.
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