março 30, 2026
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30/03/2026

Marcelo Rubens Paiva recebe Medalha Tiradentes em Niterói por sua contribuição à cultura e à resistência democrática

Na última sexta-feira, a cidade de Niterói foi palco de uma cerimônia que destacou a importância da arte na história brasileira. Marcelo Rubens Paiva, conhecido por sua obra “Ainda Estou Aqui”, recebeu na Sala Nelson Pereira dos Santos a Medalha Tiradentes, maior honraria conferida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A homenagem foi promovida por iniciativa da deputada Verônica Lima e contou com a presença de representantes do meio artístico, acadêmico e político.

O evento promoveu um debate sobre o papel da cultura na resistência democrática do país. Entre os presentes estavam nomes de destaque, como o deputado Marcelo Freixo, da Embratur, e o reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antônio Cláudio Nóbrega. Durante sua fala, Paiva destacou como a arte, especialmente a literatura e o cinema, têm sido ferramentas essenciais para promover mudanças sociais e discutir valores, muitas vezes ultrapassando as limitações da política institucional.

Marcelo Rubens Paiva rememorou seu envolvimento com a história familiar, incluindo o sequestro e assassinato de seu pai, o ex-deputado Rubens Paiva, pela ditadura militar em 1971. O autor reforçou a mensagem de que a luta por liberdade e Justiça ainda é alimentada pela cultura, comparando o impacto da obra “Ainda Estou Aqui” a movimentos históricos de resistência, como as Diretas Já. Segundo ele, a arte tem o potencial de tocar profundamente o coração e a mente das pessoas de maneira mais eficaz do que muitas ações políticas tradicionais.

A escolha de Niterói como local da homenagem reforça o vínculo de Marcelo com a cidade e com o âmbito acadêmico da UFF, símbolo de resistência e reflexão no cenário nacional. Em seu discurso, o autor traçou paralelos entre o autoritarismo de 1964 e as ameaças democráticas atuais, destacando a importância de fortalecer a cultura como instrumento de vigilância e transformação social. Encerrando sua fala sob aplausos, ele ressaltou que a revolução sem violência é promovida por meio do teatro, do cinema e dos livros, continuação de uma luta iniciada há décadas.


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