abril 4, 2026
abril 4, 2026
04/04/2026

São Gonçalo registra 63 tiroteios em 2026 e ocupa segunda posição na região Metropolitana

São Gonçalo registra 63 tiroteios em 2026, tornando-se a segunda cidade com maior incidência na região metropolitana do Rio de Janeiro, de acordo com dados do Instituto Fogo Cruzado. A cidade é seguida por outros municípios da área metropolitana, enquanto a capital fluminense concentra a maior quantidade de ocorrências.

Desde o início do ano, a Região Metropolitana totalizou 500 registros de tiroteios, sendo 232 relacionados a ações policiais, o que representa quase metade do total. Os números indicam uma alta frequência de episódios violentos, incluindo ações militares que deixaram vítimas. No primeiro trimestre, ao menos 438 pessoas foram atingidas por disparos, com 244 mortes e 194 feridos.

Diante desse cenário, episódios de violência continuam sendo frequentes. Na manhã de segunda-feira, um confronto policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, encerrou-se com a morte de um morador de 57 anos, que passava de carro pela região. Na noite anterior, uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) na Zona Sudoeste do Rio deixou cinco feridos. Uma moradora também foi vítima de disparos e morta na mesma área durante uma operação recente. Ao todo, 114 pessoas foram mortas e 104 ficaram feridas em tiroteios resultantes de ações policiais neste ano, sendo que 26% das vítimas foram atingidas durante essas intervenções.

Na distribuição geográfica, a cidade do Rio de Janeiro responde por 63% das ocorrências, com 314 registros até março. São Gonçalo vem logo em seguida, com 63 tiroteios, seguido por Niterói, Duque de Caxias e São João de Meriti. A Zona Norte da capital se destaca como a região mais afetada, concentrando 177 ocorrências e representando 35% dos tiroteios na região metropolitana. Outros setores da cidade também apresentam alta incidência, refletindo uma situação de insegurança persistente.

O Instituto Fogo Cruzado mantém monitoramento contínuo dos casos, produzindo dados abertos que evidenciam a gravidade da violência armada na região. Seus indicadores e plataformas digitais disponibilizam informações detalhadas em tempo real, com acesso gratuito, contribuindo para análises e debates sobre segurança pública.

Com o avanço dos registros, espera-se que futuras ações e políticas públicas possam ser embasadas nesses dados, mesmo enquanto a situação mantem-se delicada.


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