O estado do Rio de Janeiro pode receber até 2028 um investimento total de aproximadamente R$ 526 bilhões, incluindo recursos públicos e privados, segundo uma análise da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Desse montante, R$ 327,6 bilhões referem-se a projetos atualmente em andamento, enquanto outros R$ 198,7 bilhões representam possibilidades de investimentos futuros.
O estudo indica que 25 projetos em execução contam com a participação direta de empresas estrangeiras, totalizando cerca de R$ 104,5 bilhões. Essa presença reforça o posicionamento do Rio como uma das principais regiões de captação de recursos no país, especialmente nos setores de energia, logística, infraestrutura e indústria.
De acordo com a Firjan, a evolução dessas iniciativas contribui para fortalecer as vocações estratégicas do estado, como o papel de polo energético e de hub logístico. A organização aponta que esses investimentos podem gerar impactos positivos nas cadeias produtivas locais, estimulando a atração de negócios e o desenvolvimento econômico.
Na fase de implementação, a projeção aponta a geração de aproximadamente 607 mil empregos anuais. Com o funcionamento das obras, esse número sobe para cerca de 638 mil vagas permanentes, evidenciando um impacto duradouro no mercado de trabalho.
No aspecto fiscal, o estudo aponta que os investimentos previstos podem resultar em R$ 6,4 bilhões em receitas tributárias ao longo da execução dos projetos e cerca de R$ 3,8 bilhões por ano na operação dos empreendimentos. A análise sugere que esses números refletem a importância econômica do portfólio de investimentos ao estado no período.
Dentre os recursos já em andamento, o setor de Energia lidera com uma soma de R$ 215,7 bilhões, o que equivale a mais de 65% do total. A maior parte desses recursos está relacionada à cadeia de petróleo e gás, com participação de empresas como Petrobras, Shell e Equinor, além de custos para a manutenção da usina de Angra 1.
Na área de Infraestrutura, já estão previstos R$ 41 bilhões, viabilizados por obras de concessões rodoviárias, como as conexões Rio-São Paulo, Rio-Valadares e a nova concessão da BR-040, assim como melhorias em portos e no Anel Viário de Campo Grande.
Na indústria de transformação, as operações em andamento somam R$ 25,6 bilhões, destacando-se projetos como o desenvolvimento de submarinos pela Marinha e investimentos privados na produção de derivados em Itaboraí, além da expansão da Braskem no município de Duque de Caxias.
Na área de Desenvolvimento Urbano, o investimento estimado é de R$ 20,3 bilhões, principalmente em ações relacionadas às concessionárias de saneamento na sequência da licitação da Cedae, além de recursos em setores como saúde e segurança pública, totalizando cerca de R$ 25 bilhões.
Regionalmente, os maiores aportes estão concentrados nos projetos offshore e em iniciativas com abrangência multirregional, totalizando R$ 230,4 bilhões. Dentro do estado, as regiões do Leste Fluminense, a capital e o Sul Fluminense apresentam os maiores volumes de investimentos, com destaque para ações específicas na cidade do Rio e projetos como a implementação do projeto Imagine, a nova sede do consulado dos Estados Unidos, além de obras de mobilidade urbana e urbanização.
A lista de investimentos potenciais, que depende de condições de licenciamento ou regularização, reúne 79 projetos, incluindo possibilidades de retomada de Angra 3, e a instalação de novos portos e linhas ferroviárias na região.
O levantamento completo, que inclui análises setoriais e regionais detalhadas, está disponível em plataforma digital. Para a Firjan, esse panorama serve como ferramenta para orientar políticas públicas, fomentar o desenvolvimento regional e apoiar o setor empresarial do estado, atualmente empenhado em reforçar sua posição na economia nacional.
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