abril 1, 2026
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01/04/2026

Iphan moderniza controle do patrimônio com novas tecnologias e plataformas de rastreamento

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) está atualmente em um processo de atualização de seus instrumentos de controle e gestão de bens culturais. Essas melhorias foram apresentadas durante o II Simpósio Brasileiro de Investigação Científica do Patrimônio Cultural, realizado entre os dias 25 e 27 de março na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.

O evento contou com a parceria de instituições como o LAB.MOV do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), o Laboratório de Instrumentação Nuclear da COPPE/UFRJ e a própria Biblioteca Nacional. A ocasião foi fundamental para promover o diálogo entre pesquisadores, gestores e especialistas no uso de tecnologias avançadas, como fluorescência de raios X e tomografia, na conservação, análise, restauração e restituição de bens culturais.

A participação do Iphan no simpósio reforçou sua presença no debate científico nacional, principalmente na área de preservação de bens móveis e recursos integrados. Elisa Taveira, coordenadora do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização e mediadora de uma mesa temática, destacou a oportunidade de compartilhar experiências institucionais e de pesquisa, além de discutir os desafios do setor e possibilidades de colaboração com outros órgãos e instituições.

Segundo Taveira, o encontro favorece a ampliação de parcerias e a elaboração de projetos multidisciplinares envolvendo várias áreas do conhecimento. Na mesma linha, Rafael Azevedo, museólogo do departamento, apontou o evento como uma vitrine para as ações do instituto relacionadas à tecnologia na proteção do patrimônio, fortalecendo a integração entre gestão pública e pesquisa científica.

Entre as novidades apresentadas, houve a atualização do Banco de Bens Culturais Procurados (BCP), uma plataforma digital que registra objetos culturais furtados ou desaparecidos. Também foi anunciado o lançamento de um inventário digital para bens móveis e recursos integrados, com o objetivo de melhorar o rastreamento e a identificação do acervo protegido pelo órgão.

Por fim, o Iphan mostrou estratégias de cooperação com empresas de tecnologia, visando coibir a venda ilegal de obras de arte e antiguidades em plataformas de comércio eletrônico. Essa iniciativa é parte do esforço para combater o tráfico ilícito de bens culturais, problemática global que afeta o patrimônio nacional.


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