Servidores do Colégio Pedro II, uma das instituições de ensino público mais antigas do Brasil, decidiram suspender as atividades nesta quarta-feira (1º), após uma assembleia realizada na noite anterior. A paralisação ocorreu em protesto ao não cumprimento de compromissos estabelecidos em acordos anteriores com o governo federal, relacionados a questões de carreira e condições de trabalho.
De acordo com o Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope), vários pontos prioritários permanecem pendentes de resolução. Entre eles estão a implementação do reconhecimento de saberes e competências para técnicos administrativos, a adoção de uma jornada de 30 horas semanais, a desativação do controle de frequência para docentes, a regulamentação da atividade docente e a revisão da estrutura de cargos. Apesar de algumas demandas terem sido encaminhadas a diferentes órgãos, o sindicato afirma que avanços concretos ainda não ocorreram, em especial nos temas que envolvem a jornada de trabalho, cuja discussão foi encerrada sem justificativa clara.
A instituição informou que, apesar da paralisação, os campi e a Reitoria permanecem abertos, embora a regularidade das atividades não seja garantida. A adesão ao movimento é espontânea e individual, o que pode afetar a realização das aulas ao longo do dia.
Nesta quarta-feira, às 9h, haverá uma nova assembleia no campus de São Cristóvão para decidir os próximos passos do movimento, incluindo a possibilidade de uma greve por tempo indeterminado.
Fundado em 1837 durante o período imperial, o Colégio Pedro II é reconhecido por sua história de contribuição ao sistema educacional brasileiro e por formar nomes de destaque na política, Judiciário e cultura do país, incluindo ex-presidentes da República, ministros do Supremo Tribunal Federal, escritores e artistas consagrados.
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