Uma paciente infectada pelo HIV após receber órgão doado contaminado faleceu no Rio de Janeiro, após mais de um ano de internação. A Secretaria de Saúde do estado confirmou o óbito ocorrido em 18 de março, ressaltando que a paciente esteve sob acompanhamento contínuo de uma equipe multidisciplinar durante todo o período, recebendo assistência integral.
A mulher havia sido contaminada por um transplante realizado por uma clínica privada na Baixada Fluminense. A instituição envolvida, o PCS LAB Saleme, teve sua atuação revelada em outubro de 2024, quando se descobriu que doadores tiveram amostras mal examinadas, não identificando a presença do vírus. Essa situação resultou na infecção de seis indivíduos, gerando ampla repercussão e investigações por parte das autoridades de saúde e de órgãos de controle.
A Secretaria de Saúde informou também que a paciente recebeu indenização do governo estadual em julho do ano passado. Além de lamentar a perda, o órgão assegurou apoio psicológico às famílias afetadas. A situação evidencia falhas na triagem de doadores e reforça a importância de aprimoramentos nos protocolos de segurança em procedimentos de transplantes. O caso permanece sob acompanhamento das autoridades, enquanto continuam as investigações e ações de fiscalização.
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