Investidores do empreendimento Jardim Central 3, localizado em São Gonçalo, relatam que a obra encontra-se inativa e sem progresso, gerando preocupação quanto à continuidade do projeto e prejuízos financeiros. Apesar do lançamento realizado em julho de 2023 pela MP Construtora, a previsão inicial de entrega, que estaria entre o final de 2026 e 2027, não se concretizou. O terreno permanece com pouca ou nenhuma movimentação, desconsiderando o cronograma previsto.
Desde o início, compradores manifestaram satisfação com o custo-benefício, a localização e o acabamento das unidades, o que motivou a realização das aquisições. No entanto, ao longo do tempo, relatos indicam que o cenário começou a mudar após notícias de problemas em outros empreendimentos conduzidos pela mesma construtora. Essas informações assustaram parte dos investidores, que passaram a questionar a viabilidade do projeto.
Atualmente, o terreno permanece abandonado, sem sinais de obras ou limpeza, apesar de a construtora ter informado anteriormente que as obras poderiam iniciar no primeiro semestre de 2026. Os dados indicam que, até janeiro de 2025, menos de 1% da obra havia sido executado, sem atualizações posteriores. Além disso, a comunicação oficial da construtora diminuiu ao longo do tempo, dificultando o contato e gerando percepção de falta de transparência. As redes sociais e os canais de atendimento respondem com restrição às manifestações dos interessados, ampliando a sensação de descaso.
Preocupações adicionais envolvem a situação do financiamento. Compradores alegam que informações sobre negociações com a Caixa Econômica Federal estão incompletas ou não oficiais, aumentando a incerteza quanto à liberação de recursos e à continuidade do projeto. Paralelamente, muitos permanecem pagando parcelas regularmente, mesmo com a obra parada, o que resulta em prejuízos financeiros relevantes. Alguns relataram já ter desembolsado valores próximos a R$ 18 mil e aguardam a possibilidade de reaver essa quantia ao término do contrato de 36 meses, embora tenham receio de não receberem de volta o montante investido.
A situação provocou impactos na vida pessoal dos investidores, com mudanças de planos de moradia, gastos adicionais e frustração. A principal expectativa atual é a devolução dos valores investidos, uma vez que o projeto perdeu seu sentido para muitos.
Em resposta às contestações, a MP Construtora afirmou que está avaliando as atualizações relativas ao empreendimento e sondou possibilidades de ressarcimento até o final do primeiro semestre de 2026. Desde novembro, a construtora não responde às demandas dos clientes, mesmo com tentativas de contato. A Caixa Econômica Federal esclareceu que o empreendimento não possui vínculo de financiamento com o banco, reforçando que os contratos de compra permanecem de caráter individual. Até agora, não há previsão específica para a retomada das obras ou para resolução das pendências financeiras dos compradores.
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