abril 2, 2026
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02/04/2026

Audiência confirma autoria do assassinato da nutricionista Andrea em Itaguaí

Na quarta-feira (01), realizou-se a audiência de instrução e julgamento do processo relacionado à morte da nutricionista Andrea Cabral Monteiro Charret, assassinada a tiros em Itaguaí, na Baixada Fluminense. Na sessão, foram ouvidas testemunhas e o interrogatório do principal acusado, Matheus Pareto da Silva, de 24 anos, que responde por roubo qualificado com uso de arma de fogo e extorsão com resultado de morte. Com o encerramento desta etapa, o caso segue para as alegações finais, nas quais as partes terão cerca de 30 dias para apresentar suas manifestações, antes da sentença.

Durante o procedimento, o acusado confirmou suas respostas às perguntas feitas pelo juiz. Ele é apontado pelas investigações como o responsável pelo homicídio de Andrea. Ao término da audiência, o advogado que representa a família da vítima declarou-se otimista quanto ao andamento do processo, alegando possuir elementos evidentes que sustentam a autoria do crime. A expectativa é de que o réu seja condenado posteriormente.

O crime ocorreu no dia 31 de março do ano passado, logo após Andrea deixar a residência do namorado em Itaguaí. O corpo foi localizado às margens de uma rodovia, pouco tempo após ela sair de um condomínio onde passou o final de semana. Apesar de o carro e o celular da vítima terem sido levados, documentos e cartões pessoais permaneceram com Andrea, suscitando questionamentos sobre a motivação do homicídio.

Matheus Pareto da Silva foi localizado dias após o crime, no Morro do Papagaio, uma comunidade controlada pelo Comando Vermelho, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A prisão ocorreu após análise de imagens de câmeras de segurança e outras provas coletadas ao longo das investigações. Ele era genro do namorado de Andrea e foi identificado como suspeito grazie às evidências reunidas. Antes da fase final da audiência, já havia sido ouvida a ex-namorada de Matheus, bem como a enteada de Andrea.

O interrogatório de Silva marcou o encerramento da fase de instrução, na qual também depuseram o delegado responsável pelo caso, o namorado da vítima e o proprietário do telefone furtado de Andrea. Ele não participará de julgamento perante o Tribunal do Júri por não estar sendo processado por homicídio, mas sim pelos crimes de roubo e extorsão. O Ministério Público apresentou denúncia formal, e há a previsão de condenação que pode chegar a uma pena mínima de 32 anos de prisão.

Embora o processo avance, a família de Andrea espera esclarecimentos completos sobre a dinâmica do crime e eventual participação de outras pessoas. O próximo passo depende da decisão da Justiça, que determinará os desdobramentos futuros do caso.


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