O governo federal propôs um subsídio temporário de R$ 1,20 por litro de diesel importado, válido por dois meses, com o objetivo de conter a alta dos preços dos combustíveis. A iniciativa, que envolve um impacto fiscal estimado em R$ 3 bilhões, será dividida igualmente entre União e estados, com R$ 0,60 para cada esfera de governo. Até o momento, a maioria dos estados, aproximadamente 90%, manifestou adesão à medida, enquanto alguns ainda avaliam a proposta.
No entanto, os estados do Rio de Janeiro e Rondônia decidiram não participar da ação. A medida foi apresentada após resistência por parte de alguns governadores em zerar o ICMS sobre o combustível importado. A proposta de auxílio busca mitigar os efeitos do aumento de preços causado pelo conflito no Oriente Médio, e faz parte de um conjunto de ações propostas pelo governo em março, incluindo redução de PIS/Cofins sobre a importação e venda de diesel, além de subsídios a produtores. Essas medidas públicas apontam para um esforço de estabilização econômica, mas também implicam perdas de arrecadação estimadas em bilhões de reais.
Durante uma coletiva de imprensa, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a adesão de grande parte dos estados à proposta e explicou que ela faz parte de um pacote de ações governamentais integradas. Alckmin, que também atua como ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, anunciou que continuará no cargo até a sua potencial reeleição, prevista para outubro, embora precise se desincompatibilizar para concorrer ao cargo de vice-presidente. A situação atual é de aguardando a resposta dos estados que ainda analizam a proposta, com decisões esperadas em curto prazo.
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