Passageiros que desembarcam no Aeroporto Internacional Tom Jobim, conhecido como Galeão, têm relatado dificuldades ao lidar com abordagens insistentes logo após saírem da área de desembarque. Essas ações, muitas vezes, geram um ambiente de pressão e desorganização, prejudicando a experiência dos viajantes no momento de chegada à cidade ou retorno ao país.
No setor de chegadas internacionais, relatos indicam a presença de indivíduos oferecendo uma variedade de serviços, como transporte, passeios, troca de chips de celular, limpeza de calçados e câmbio de moedas. Em várias ocasiões, a recusa por parte dos passageiros não adianta, e esses indivíduos continuam acompanhando os viajantes enquanto deixam o terminal. Esses movimentos foram observados em apuração realizada por um veículo de notícias, que ouviu relatos de quem passou pelo local.
Ao deixar a zona de táxis credenciados, a situação permanece delicada. Fora desse espaço controlado, há queixas de falta de fiscalização adequada e de pessoas sem identificação oficial oferecendo serviços de transporte de maneira irregular. Alguns vestem camisetas com a palavra “táxi”, mas sem vínculo com cooperativas autorizadas, e continuam tentando convencer os passageiros a aceitarem suas ofertas, muitas vezes prometendo tarifas próximas às das plataformas regulamentadas, o que nem sempre se concretiza. Em certos casos, veículos clandestinos levam os clientes até áreas de embarque, operando sem autorização.
Turistas estrangeiros se destacam entre os mais vulneráveis às abordagens irregulares. Sem familiaridade com o funcionamento do transporte na cidade, tornam-se alvos frequentes dessas ações. Um episódio citado inclui uma turista asiática que foi conduzida até uma escada rolante sob a promessa de transporte, mas acabou retornando ao saguão e buscando informações no balcão do aeroporto. Além de abordagens insistentes, há registros de casos de agressividade, como um turista que foi insultado após recusar uma oferta de serviço e uma advogada de 46 anos que, acompanhando sua mãe de 73 anos, classificou a situação como assédio, ressaltando a frequência dessas ocorrências.
Outra queixa comum envolve a oferta de limpeza de calçados, iniciada de forma informal e que, em alguns momentos, evolui para ação sem autorização do proprietário do serviço. Um turista americano relata ter sido insultado após recusar o serviço, e há também relatos de conflitos entre vendedores de diferentes pontos do terminal, motivados pela disputa por clientes.
Existe também a prática de câmbio de moedas de forma irregular no interior do aeroporto. Carregadores e intermediários oferecem troca de dinheiro de forma informal, muitas vezes negociando valores diretamente com os passageiros e realizando transações em dinheiro ou via Pix. Essas atividades violam normas do Banco Central, que autorizam câmbio apenas por instituições regulamentadas, com procedimentos de identificação e tributação.
Apesar da presença de equipes de segurança de diferentes órgãos, como Polícia Militar, Guarda Municipal, Polícia Civil e Polícia Federal, há insatisfação entre os usuários quanto ao controle dessas ações irregulares. Relatos indicam uma sensação de insuficiência na fiscalização, mesmo com a circulação dessas equipes no local.
Representantes do setor de turismo apontam que tais problemas prejudicam a reputação da cidade. A concessionária responsável pelo aeroporto declarou trabalhar em parceria com órgãos públicos para coibir irregularidades e melhorar a experiência do passageiro. A nova gestora do terminal, a Aena, informou estar em fase de planejamento para implementar melhorias. Já as forças policiais continuam investigando denúncias de câmbio ilegal e outros crimes associados às abordagens no aeroporto, enquanto a Secretaria de Transportes municipal assegura estar promovendo ações voltadas à segurança e à transparência.
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