abril 3, 2026
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03/04/2026

Ex-ministra argentina critica condução do caso de racismo de advogada que deixou o Brasil

A ex-ministra argentina Patricia Bullrich criticou a condução do processo envolvendo a advogada Agostina Páez, após a Justiça brasileira autorizar sua saída do país. Páez retornou à Argentina, onde foi recebida por uma aliada do presidente Javier Milei.

Bullrich declarou que o caso foi marcado por negociações discurssivas e interferências oportunistas, além de questionar a condução do procedimento criminal por racismo e injúria racial no Brasil. A declaração veio após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro liberar a retirada da monitoração eletrônica da advogada e conceder sua liberdade para deixar o país.

O episódio remonta a janeiro de 2026, quando Páez foi indiciada por ter sido filmada imitando gestos de macaco contra funcionários de um estabelecimento em Ipanema. Para deixar o Brasil, ela pagou uma caução de R$ 97 mil, correspondente a 60 salários mínimos. A decisão judicial também revogou as medidas cautelares anteriormente aplicadas, como o uso de tornozeleira eletrônica e a retenção do passaporte, uma vez que a fase de provas foi concluída.

Em entrevista à imprensa argentina, Páez afirmou que a legislação brasileira relacionada à injúria racial é bastante rigorosa. Sua defesa reconheceu a ação considerada imprópria, alegando que ela buscou reparar o erro, mas criticou o sistema de Justiça por não dever ser influenciado pelo clamor público. Apesar da saída do Brasil, o processo ainda tramita na Justiça brasileira, sustentando-se a possibilidade de aplicar a lei penal mesmo com a ré fora do país, com base em tratados de extradição assinados entre Argentina e Brasil.


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