abril 3, 2026
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03/04/2026

Governo federal declara emergência após crescimento crítico de casos de chikungunya em Dourados

O município de Dourados, em Mato Grosso do Sul, enfrenta uma crescente epidemia de chikungunya, que atingiu um nível considerado crítico. Diante da situação, o governo federal declarou estado de emergência em saúde pública na região, reconhecendo a gravidade do avanço da doença nas áreas urbanas e indígenas.

A elevação do número de casos levou a medidas de resposta mais intensas. A prefeitura local já havia emitido decreto de emergência nas áreas afetadas, mobilizando esforços para conter a propagação do vírus. Dados epidemiológicos indicam que há atualmente 1.455 casos prováveis, com 785 confirmações e 900 casos em investigação. Além disso, 39 pessoas hospitalizadas estão na área urbana, enquanto na reserva indígena há 629 confirmações, 1.168 casos prováveis, 539 sob investigação e cinco mortes registradas.

Para ampliar o controle, o Ministério da Saúde planeja uma estratégia piloto de vacinação. Doses da imunização devem ser distribuídas em áreas de maior vulnerabilidade, especialmente nas comunidades indígenas, na tentativa de reduzir o número de novas ocorrências.

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor também da dengue. O vírus chegou ao Brasil em 2014 e atualmente tem presença em todos os estados. A expansão da doença na cidade reflete uma tendência de crescimento territorial observada ao longo dos últimos anos. Seus principais sintomas incluem febre alta, dores articulares severas, dores de cabeça, manchas na pele, além de náuseas e vômitos. Casos mais graves podem levar a complicações neurológicas, internações e até óbitos.

A doença apresenta uma evolução que pode se dividir em três fases: aguda, com duração de até 14 dias; pós-aguda, até 90 dias; e crônica, que se estende além de três meses. Em mais da metade das pessoas afetadas, a dor nas articulações persiste por anos. O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames laboratoriais realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, não há antiviral específico, sendo indicado controle da dor, hidratação e acompanhamento médico adequado.

Autoridades de saúde recomendam que, ao surgirem sintomas, os pacientes procurem atendimento médico imediatamente, evitando a automedicação, ponto fundamental no combate ao avanço da doença.


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